sexta-feira, 8 de maio de 2026

Governo nega “caça às bruxas”, mas deve haver mudanças na base

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 1 de maio de 2026
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Após a derrota sofrida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por 42 votos a 34, na indicação de Jorge Messias ao STF, por mais que negue, haverá “caça às bruxas” de infiéis. Essa é a leitura que parlamentares ouvidos pela coluna acreditam que o governo fará, principalmente aos aliados no Senado. Até por uma questão de afirmação, não tem como o presidente Lula não mostrar que é expectativa de poder e que ainda controla a maioria no Congresso. É evidente que o presidente não vai esticar muito a corda, pois precisa da centro-direita para se manter como pré-candidato à reeleição com chances de vencer em outubro.

Por enquanto, as pesquisas apontam uma disputa acirrada entre Lula e seu oponente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No entanto, se o reflexo desta derrota humilhante no Senado contra o nome de Jorge Messias para o STF for ampliada, a tendência é a perda de capital político e votos. Isto porque, na soma de notícias ruins para o governo petista, a derrubada do veto do presidente Lula ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria pode virar o placar do fim da escala 6X1.

Mesmo que o resultado esperado da derrubada do veto a dosimetria era mais ou menos esperado, acaba por influenciar parlamentares e a população de um modo geral. Resta saber se os ‘luas pretas’ que cercam o petista conseguem fazer do ovo quebrado uma omelete, ou seja, contrapor a oposição com inteligência ao invés de narrativas. O discurso mais forte da oposição centrava-se nas penas cruéis e absurdas aos participantes do 8 de janeiro de 2023. Agora, deve centrar no custo de vida e na percepção que o “País vai de mal a pior”. Não é uma tarefa só para o ministro Sidônio Palmeiras, mas para todos os aliados de Lula.

Wilder: “Errei no tempo, não no posicionamento”
Sobre a polêmica nas redes sociais, com questionamentos à ausência do senador Wilder Morais (PL) na votação no Plenário do Senado da indicação do AGU Jorge Messias ao STF, o presidente goiano do PL gravou vídeo explicando o motivo. “A sabatina na CCJ durou mais de cinco horas e a votação no plenário durou cinco minutos. Esse é o fato. Errei no tempo, mas não no meu posicionamento.” A oposição e até bolsonaristas criticaram a ausência, mas tem a resposta do senador.

Estradeiros
Entre os nomes que vão disputar vaga na Assembleia Legislativa de Goiás pelo PL, o do ex-deputado Lissauer Vieira e do deputado no mandato, Delegado Eduardo Prado, são considerados favoritos. Essa é a percepção de quem os acompanha em suas andanças pelo interior do Estado. Lissauer ampliou sua base de apoio político em quase 30 municípios e Eduardo Prado em igual numero.

Se Flávio vencer
A rejeição de Jorge Messias pelo Senado à vaga de ministro no STF pode levar a família Bolsonaro, em caso de vitória presidencial, a ter maioria na Corte até 2030. Caso eleito, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) poderá indicar até quatro nomes para o STF, que se somariam aos dois indicados pelo seu pai: Nunes Marques e André Mendonça.

Olha o Pacheco aí
Buscando atrair o apoio do Centrão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, se eleito, pretende indicar nomes “técnicos” para o Supremo e que não descarta o nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG), candidato do grupo para uma das vagas.

Rasgando elogio
Após José Mário Schreiner (PSD) ganhar força para a vice de Daniel Vilela (MDB) ao receber o apoio de Gracinha Caiado (União Brasil) e de mais de 100 prefeitos, foi a vez de Gustavo Mendanha (PRD) receber elogios. O presidente da Alego, Bruno Peixoto (União Brasil), rasgou elogios ao ex-prefeito de Aparecida durante evento em São Luís de Montes Belos.

Novo presidente da Amab – Com a renúncia do prefeito de Planaltina, Entorno do DF, Cristiomário Medeiros, que vai disputar mandato de deputado estadual, assumiu a presidência da Amab o prefeito de Cocalzinho, Alessandro Barcellos (UB-PP).

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