Governo parou de vez, palácios e chefes só cuidam de eleição
Além do gasto do próprio dinheiro, os chefes em todos os órgãos estão exclusivamente dedicados à reeleição do governador e dos parlamentares que os indicaram
A impressão nas secretarias, agências e empresas do Estado é que a pandemia voltou. Nada está funcionando, com a exceção da campanha eleitoral. O chefe da Saneago em uma cidade de porte médio reclama no grupo da família ter torrado em carreata seu salário de agosto: “Ainda bem que não tenho consignado”. Recebeu ordem “lá de cima” para juntar carros e motos, percorrer a sede do município e dois distritos. Mobilizou os comissionados do governo e não conseguiu apoio do Município: “O prefeito só vai bancar os eventos do deputado dele”. Daniel Vilela e seus senatoriáveis não mandam 1 centavo sequer. Além do gasto do próprio dinheiro, os chefes em todos os órgãos estão exclusivamente dedicados à reeleição do governador e dos parlamentares que os indicaram. Já vinha devagar desde que Ronaldo Caiado renunciou, culminando com setembro inteiro com todo mundo só pedindo voto. Se o público tiver algo a resolver, melhor adiar para novembro.
A Assembleia Legislativa e as 246 Câmaras Municipais estão tendo mais um ano perdido, só que os R$ 2 bilhões de 2026 estão sendo triturados de qualquer jeito. As prefeituras viraram comitês, principalmente dos deputados que o alcaide e a primeira-dama apoiam. E o salário de todos é depositado cheio. O único dó é dos chefetes, coitados, que ganham pouco, devem muito e fazem campanha na marra, com o próprio carro, abastecendo do próprio bolso.
Por que o Sr. não procura o Judiciário ou o promotor lá do município? “Eu? Quem sou eu na fila do pão? Só vejo esse povo tudo junto, nas festas, misturado em todo lugar, se eu denunciar uns pros outros vai sobrar é pra mim.” A corda só não arrebenta do lado mais fraco quando está no pescoço do pobre. (Especial para O HOJE)
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