segunda-feira, 6 de julho de 2026

Governo quer verba, sem investir em Agrodefesa, Emater e minerais

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 23 de junho de 2026
Governo quer verba, sem investir em Agrodefesa, Emater e minerais
Foto: Marcelo Camargo/ABr

O campo passa por problemas graves e a referência, claro, não é à Copa do Mundo. De cada 100 dólares exportados por Goiás, 82 saem da agropecuária. A produção é grande e a produtividade, maior ainda. Esse milagre não vem do céu, que já colabora muito com o Sol e a chuva. Vem da tecnologia. Terra que servia apenas para criar calango, agora bate recordes de grãos e carne. Os governos, que só atrapalham com sua burocracia e os juros altos, deveriam fazer a sua parte. No caso de Goiás, investir na Agrodefesa e na Emater. Pelo contrário: ambas são entregues a aliados que perdem eleição, em vez de aproveitarem o talento de seus técnicos, que em ambas são muito talentosos e preparados.

Outra vergonha foi acabar com a política de mineração, não somente com a Metago. E pior ainda: desmontou o laboratório, no Distrito Agroindustrial de Anápolis, que analisava minérios. Se do solo saem 82% das exportações, o restante quase todo é oriundo do Daia ou do subsolo. Ou seja, os seguidos governadores se dizem de direita, mas fazem gestões de esquerda, priorizando a demagogia, distribuindo os peixes já assados e sem espinha, em vez de investir em máquinas de ponta.

Atolados em dívidas, frutos dos juros altos e da burocracia, produtores rurais de todos os portes querem fertilizantes fabricados por aqui mesmo e, se depender do poder público, o único adubo que vai ter em Goiás é cama de frango e excremento de galinha. Com a Metago definitivamente enterrada em 2022, Emater e Agrodefesa virando cabides de cabos eleitorais, o Estado cospe em quem lhe enche o prato. E os cofres. (Especial para O HOJE)

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