Gracinha pode ter em Goiás 2x mais voto que Caiado no Brasil
O exército de lideranças municipais e candidatos a deputado não está se esforçando pelo voto no 55 para presidente
Ronaldo Caiado disse que a pesquisa Quaest, divulgada neste 2 de setembro, em que aparece com 1%, é “o retrato do momento” e sua “campanha está começando agora”. Passou meses com média de 5%, mas Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) cresceram sem tomar votos de Lula (PT) e pouco de Flávio Bolsonaro (PL). É provável que esteja certo, pois o Brasil tem 158.745.463 eleitores e 5.081.043 vão votar em Goiás, ou 3,2%. Aguarda-se que Caiado tenha no País esses 3,2%. Com 1%, continuará sendo o goiano último colocado para presidente.
Em 2018, Henrique Meirelles (MDB) tirou 1,2%. Em 1994, com Dona Íris Araújo (PMDB) de vice, Orestes Quércia conseguiu 4,38%. Em 1989, Caiado estreou nas urnas com 0,72%, sem ninguém o apoiando. Portanto, se estiver mesmo com 1%, não pode mais cair, sob pena de ter menos que em sua primeira disputa, 37 anos e 8 mandatos depois. Perderia até para Cabo Daciolo (1,26% em 2018). Obteria cerca de 1 milhão e 200 mil votos, pouco mais da metade que se aguarda para sua mulher, a senatoriável Gracinha Caiado. Prejudicaria as campanhas dos três governadores que tentam a reeleição e o apoiam em GO, PR e RS.
Quaest pode estar errado, mas o 1% é uma alerta para os caiadistas reagirem. O exército de lideranças municipais e candidatos a deputado não está se esforçando pelo voto no 55 para presidente. Os aliados, há anos na zona de conforto, são fiéis ao governo, não importa quem o ocupe. Se a votação de Caiado for péssima, fica difícil voltar em 2030, pois seu grupo será chefiado por quem tiver mandato (Gracinha ou Bruno Peixoto, por exemplo, e Daniel Vilela, se for reeleito). (Especial para O HOJE)
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