Coluna

Henrique Mandetta: ‘números galoparam’ em Goiás

Publicado por: Sheyla Sousa | Postado em: 11 de maio de 2020

Aliados do governador Ronaldo Caiado (DEM) apontam que foi
um erro a entrega de autonomia sobre isolamento social e fechamento de
atividades econômicas aos municípios, pelo último decreto. Avaliação é de que
Caiado fugiu da responsabilidade de comandar o processo e tentou escapar do
desgaste político. “Lá no Goiás (sic), por exemplo, estava indo bem, com bons
índices de isolamento, mas começou uma flexibilização e os números galoparam”,
observou o aliado caiadista e ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta,
durante debate na Globonews. Por mais que nem todas as cidades tenham avançado
nas regras definidas pelo decreto estadual, o último texto, na prática, retirou
o sentido de estrita necessidade do isolamento, o que causou aumento de 50% no
número de validações diárias no transporte coletivo e o dobro de carros das
ruas, em média, segundo a SMT.

Ingrediente

Depois de ceder à pressão de empresários e representantes do
setor produtivo, o governador tem ameaçada retomar medidas mais restritivas,
diante do aumento no número de infecções pelo coronavírus em Goiás.

Isolamento

O médico e deputado federal Zacharias Calil (DEM) afirmou,
em entrevista ao O Hoje, que a flexibilização “foi um erro” e contou que “nunca
foi chamado para qualquer avaliação sobre o tema no governo”.

Ciência X lucro

Já a oposição avalia que Caiado abandou o embasamento
técnico e científico, que tanto valorizava, ao atender empresários que
relativizam a gravidade do problema.

Rescaldo tucano

O ex-presidente da Goiás Turismo em gestões do PSDB, Leandro
Garcia, foi multado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) por não ter tomado
providências para fiscalização e transparência de contratos da agência.

Histórico

Leandro era indicado da deputada federal Magda Moffato (PL)
e estava à frente do órgão durante a CPI que investigou a contratação de shows
pelo interior em 2018.

Irregularidades

Entre as determinações não atendidas, está a ausência de
servidores para fiscalização de convênios com municípios e entidades, além de
não ter implementado monitoramento online dos contratos. Multa de R$ 22 mil.

Gastos emergenciais

Força tarefa criada pelo TCE para fiscalizar gastos do
governo estadual durante a pandemia tem prazo de trabalhos até 19 de setembro,
período decretado como “situação de emergência na saúde pública”.

Ajustes

Empresas do transporte coletivo em Goiânia acreditam em
conclusão dos debates com o governo estadual nesta terça-feira (12), para
confirmação da proposta para que o estado banque os prejuízos do setor na
pandemia.

CURTAS

– O sindicato das empresas apura perdas efetivas, até agora,
de R$ 39 milhões. Faltam ajustes sobre o valor a ser repassado.

– O tema foi adiantado na última reunião entre
Procuradoria-Geral do Estado, Agência Goiana de Regulação e CMTC.

– A Secretaria Saúde passou a disponibilizar monitoramento
da covid-19 pela internet, com atualização a cada 30 minutos.

 

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