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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Homenagem carnavalesca a Lula joga fervura no colo do TSE

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 17 de fevereiro de 2026
lula
Ilustração: Takeshi Gondo

A homenagem da Acadêmicos de Niterói ao presidente Lula (PT), com referências ao “13”, com direito a imagens que ridicularizam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caminha para ser um embate polarizado. Para piorar, a imagem dos conservadores cristãos enlatados terá o efeito de nitroglicerina pura nos púlpitos pentecostais. Soma-se à polêmica o fato de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá no colo mais um abacaxi para descascar. Se não bastasse o histórico de perseguições à direita em 2022, agora deve enfrentar as críticas de que “faz vistas grossas” aos desatinos eleitorais do PT.

O episódio caminha para inaugurar o primeiro embate jurídico da pré-campanha sobre questionamento de propaganda antecipada e abuso de poder político. A comparação com Jair Bolsonaro (PL) foi imediata. No episódio em que Bolsonaro recebeu embaixadores no Palácio da Alvorada para se queixar das urnas eletrônicas, mal terminou a conversa e o TSE o tornou inelegível por utilizar a estrutura da Presidência da República. A Corte eleitoral considerou o ato como desvio de finalidade ao atacar o sistema eleitoral. Tratava-se de um encontro institucional e restrito, mas na atual quadra brasileira não dá para confiar na Justiça.

Por sua vez, o desfile e o enredo do samba tiveram alcance nacional com a transmissão média de 11 pontos na Globo em São Paulo, principal mercado do País, entre 22h10 e 23h35. Milhões acompanharam ao vivo uma “apresentação cultural” travestida de campanha política, que incluiu referência direta ao número 13, número de urna do presidente. É nesse contraste que se concentra a pressão. Se o uso da estrutura do cargo em uma reunião fechada foi suficiente para gerar inelegibilidade, qual será o critério agora diante de um evento de repercussão muito mais ampla? Em meio ao desgaste provocado pela crise do Banco Master, que respinga sobre ministros do STF como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, mais uma tensão recai sobre o Judiciário, agora no TSE.

“Caiado tem que tocar sua candidatura”
A coluna pergunta ao prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (União Brasil), se o governador Ronaldo Caiado (PSD) pode recuar do projeto nacional para ajudar Daniel Vilela (MDB) após o PL optar por uma candidatura própria ao governo. “Eu penso o seguinte: o Caiado vai conquistar seu espaço para ser candidato a presidente da República no PSD e tocar a candidatura adiante. Eu estou convencido que ele vai encontrar esse espaço”, afirma Diego [Na edição de quarta-feira (18), mais sobre a conversa com o prefeito de Luziânia].

Força de Glaustin
A partir de agora, estreita o tempo para que os partidos formem suas chapas para deputados federais e estaduais. A federação SD-PRD anunciou a composição para a Câmara Federal e o União Brasil deve concluir logo a sua. Outra legenda importante que se movimenta nessa direção é o Podemos, liderado em Goiás pelo deputado federal Glaustin da Fokus. Em conversa com a coluna, Glaustin disse que está bem avançada a composição para federal, mas que ainda terá algumas rodas de conversas com nomes competitivos. “Temos 17 prefeitos, vereadores e lideranças com bons ativos de votos. Acredito muito na garra desses aliados e por isso trabalho com a meta de três federais”, pontua.

“Só observo”
Questionado sobre a possibilidade de ter quatro candidatos na disputa para o Governo de Goiás, Glaustin foi cauteloso. “Só observo as movimentações, mas, em eleição, o que não faltam são surpresas”, desconversa. É fato que a entrada em cena do senador Wilder Morais (PL) na corrida ao Palácio das Esmeraldas deve dar uma balançada em Daniel Vilela (MDB) e Marconi Perillo (PSDB). A conferir.

Pobre contribuinte
O jornalista Armando Costa, do Tocantins, denuncia em seu portal de notícias ‘Política & Acessórios’ que os conselheiros do Tribunal de Contas do Tocantins (TC-TO) receberam em janeiro R$ 100 mil, muito acima dos R$ 41 mil, teto da Corte de Contas e acima do constitucional, que tem como base o salário de um ministro do STF, que é de R$ 46.366,19 mil. Pobre bolsa da viúva conhecida como contribuinte.

Celina protesta – A vice-governadora do DF, Celina Leão (PP), se manifestou em sua rede social sobre ala da Acadêmicos de Niterói que ridicularizou os conservadores pentecostais. “Aquilo não é apresentação artística […]. Foi preconceito religioso. Compartilho minha indignação.”

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