Honorário de meio bilhão seria normal se o STF fosse só julgador
Os honorários que o grupo poderia ganhar, de meros R$ 427 milhões, nada têm de inéditos no meio da advocacia de alto retorno
KN podem ser o .br de São Cristóvão e Névis, as ilhotas que formam um país caribenho. KN poderiam significar o potássio e o nitrogênio na tabela periódica. KN são as iniciais do excelente goleiro Keylor Navas, de PSG e Real Madri. Mas os implicantes juram que a Turma do KN é ligada ao ministro Kássio Nunes, do Supremo Tribunal Federal. Claro que não! Os honorários que o grupo poderia ganhar, de meros R$ 427 milhões, nada têm de inéditos no meio da advocacia de alto retorno. Para alcançar esse resultado, teriam de conseguir para os clientes R$ 8,5 bilhões. Uma merreca de percentual, 5%. Atualizados, os valores chegariam a 10 bilhões para o cliente, meio bi para os colegas advogados.
Tudo normal, não fosse a suspeita de haver supremos dos dois lados do balcão e o fato de o Banco Central autorizar Daniel Vorcaro a comprar briga com os grandes banqueiros, diante dos quais o Master era uma borracharia de estrada. Como o BC dava carta branca, Vorcaro foi ao mercado captar investimentos com os métodos apenas agora conhecidos. O que o ministro KN tem com isso? Nada se provou além de uma moça dizendo que sua colega havia sido vítima de mão de vaca de R$ 10 mil depois de agradar a um Cássio ou Kássio, sabe-se lá. Seria a muralha do gol do Cruzeiro? Nada indica. Tudo bem até agora se não houvesse um KN no STF, ao lado de um DT e um AM.
O presidente Lula diz que são cinco os supremos envolvidos, mas não os nominou. Quem seriam os demais?
As denúncias a conta-gotas não vão parar. Ainda haveria arquivos inteiros a ser abertos. Dos oito celulares apreendidos com Vorcaro, apenas o conteúdo de um veio a público. Portanto, o melhor por enquanto é manter a KN, kalma, nação. (Especial para O HOJE)
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