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sábado, 10 de janeiro de 2026

Ibaneis Rocha pode perder o apoio do PL e ficar isolado

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 1 de janeiro de 2026
Ibaneis Rocha
Ilustração: Takeshi Gondo

O que mais se ouve nesta esvaziada e modorrenta vida política de Brasília no recesso parlamentar é que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), perde tração para sair do atoleiro do Banco Master-BRB. Seu principal aliado, o PL, ensaia debandar para o lado do pré-candidato a governador José Roberto Arruda (PSD). A aliança com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, anunciada com antecedência ao escândalo do Master, faz água. As conversas são de que Michelle continua seu apoio à pré-candidata Celina Leão (PP), mas uma maioria do PL tenta convencer a cúpula do partido de que é melhor se aliar a Arruda.

Na composição da aliança, o PL do DF teria a vaga de vice, possivelmente o senador em final de mandato Izalci Lucas. No entanto, não está descartado atrair a deputada federal Bia Kicis, adversária juramentada de Ibaneis. No bloco, podem vir outras lideranças do partido, principalmente candidatos a deputado federal, ativo que interessa ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Faz sentido essa especulação porque o PL quer distância de gente enrolada em denúncias de corrupção ou exposta negativamente na mídia.

Outra alternativa que circula com mais força seria o senador Izalci Lucas (PL) como nome forte para vice-governador na chapa de Arruda. Nessa articulação, Izalci permaneceria no PL, enquanto Arruda estaria ancorado no PSD, formando uma aliança que busca unir experiência administrativa e musculatura política no Congresso. O movimento não é casual. Izalci é visto como peça estratégica para dar lastro político, trânsito em Brasília e respaldo junto à base conservadora. Já Arruda aposta no recall eleitoral e na capacidade de reorganizar forças no DF. Resta saber quem ficará de fora quando as peças começarem a se mover.

Agro testa Tereza Cristina
O agro dá sinais de que gostaria de ver outro nome na corrida presidencial que não seja ‘Bolsonaro’. Para saber o humor do cidadão-eleitor, inclui-se a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como pré-candidata à Presidência da República na Paraná Pesquisas. Embora tenha aparecido com modestos números, não se trata do acaso ou de mera curiosidade estatística. Foi articulado a pedido de grandes empresários do agronegócio que não se empolgam com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), muito menos com uma reeleição de Lula (PT).

Boa para vice
A intenção de votos em Tereza Cristina não foi animadora, com apenas 2,5% das intenções do eleitor. Ainda assim, a mesma pesquisa indica que a senadora teria bom desempenho como vice. Segundo o levantamento, 24,4% dos brasileiros desejam uma mulher e 22,3% alguém ligado ao setor produtivo, combinação que ela reúne.

Caiado esquecido?
O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) esperava contar com o apoio natural do agro após ter sido o representante do setor na eleição presidencial de 1989 e um dos fundadores da União Democrática Ruralista (UDR). Mas até o momento, as manifestações de apoio a ele no setor são tímidas.

Estratégia do silêncio
Senador Ciro Nogueira (PP-PI) submergiu nas últimas semanas. Era ativo no ‘X’ (antigo Twitter), de repente sumiu e nem entrevistas concede. Enfrentando dificuldades para se reeleger no Piauí, o mandachuva do Centrão optou por analisar o cenário antes de voltar a se posicionar. Hoje ele tem dois caminhos: apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente ou embarcar em um projeto liderado pelo governador Ratinho Junior (PSD-PR).

Leandro ‘banho-maria’
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela (MDB), encerrou o primeiro ano de mandato em ritmo de ‘banho-maria’. Entre amigos, comenta-se que ele gostaria mesmo é de voltar à Câmara Federal e dedicar os fins de semana à fazenda em Jataí. Nos bastidores, já há quem aposte que em 2028 Gustavo Mendanha (PSD) estará de volta.

Fora do radar e do eleitor – A maioria dos políticos sumiram do radar midiático e dos eleitores. A previsão é que só depois do dia 10 de janeiro, prefeitos, deputados, senadores e o governador voltem a dar sinal de vida. Afinal, ninguém é de ferro!

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