Ibaneis Rocha pode trocar vaga no Senado pela Câmara Federal
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), é um advogado bem-sucedido que “caiu’ na política. Por uma série de circunstâncias, foi eleito governador. No entanto, ele não é um “homem da política”, pois não tem muita paciência para “os pedidos incessantes de lideranças” que buscam favores e atendimento às suas bases. Por conta disso, não é visto como um líder carismático que, por conta desse temperamento irascível, não tem muitos defensores, apenas aliados de ocasião. O inferno astral que enfrenta por conta da malsucedida operação Banco Master e BRB mostra isto.
Esse caso Master arrastou Ibaneis para o redemoinho político e dinamitou sua chance para ser eleito senador, sonho acalentado a partir do segundo mandato que se encerra no final do mês, caso resolva se candidatar a uma vaga no Congresso Nacional. Suas chances de ser eleito para o Senado são remotas, mas seu grupo político sugere que ele dispute vaga de deputado federal. Óbvio que, se aceitar, ganha foro privilegiado, pois tem 90% de chance para ser eleito. Pode não ser o que imaginava, mas é melhor do que ficar na chuva à mercê do serpentário político.
Nas contas dos emedebistas aliados, Ibaneis seria o “puxador de votos” e ajudaria a legenda a ampliar sua bancada na Câmara Federal. Esse é o objetivo do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (SP). Além de ajudar a ampliar a bancada do DF, teria uma maior ‘proteção’ política quando deixar o governo no final de março. Se insistir na corrida ao Senado, seus adversários vão estar à espreita e podem convocá-lo para prestar depoimento numa dessas CPIs do Congresso.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em carta divulgada neste domingo (1º), que pediu à mulher, Michelle Bolsonaro, que ingresse formalmente na política depois de março. “À Michelle pedi para só se envolver na política após março/26, já que a mesma se encontra por demais ocupada no atendimento da nossa filha Laura, recém-operada, bem como nos cuidados à minha pessoa.”
Ana Paula, Wilder e Caiado ‘juntos’
A manifestação “Acorda, Brasil”, ocorrida em várias capitais brasileiras neste domingo (1°), reuniu manifestantes da direita e centro-direita. A principal foi na Avenida Paulista, onde reuniu várias lideranças do País, entre elas o pré-candidato a governador de Goiás, Wilder Morais, e sua vice, Ana Paula Rezende. No entanto, o governador goiano, Ronaldo Caiado (PSD), também assinou o ponto com direito a discurso inflamado contra o governo Lula. Nas redes sociais dos dois, fotos com lideranças e com o pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Estamos juntos”
A coluna conversou rapidamente com Wilder sobre a manifestação “Acorda, Brasil”. “Esta imagem na Avenida Paulista mostra que o Brasil quer um novo caminho de desenvolvimento econômico e social, principalmente com a anistia aos presos do ato do 8 de janeiro.” Sobre a ‘estreia’ de Ana Paula numa manifestação nacional, Wilder disse que “estamos juntos por Goiás, Flávio Bolsonaro presidente e pelo Brasil”. Entre Wilder e Ana Paula, Flávio Bolsonaro disse: “Goiás, vamos com tudo resgatar o Brasil. Vocês são exemplos para nossa nação”. O trecho está em post de Wilder nas redes sociais.
Delegado Prado presente
O deputado estadual por Goiás, Eduardo Prado (PL), fiel escudeiro de Wilder, marcou presença na Paulista. Ambos compartilharam imagens em seus perfis nas redes sociais ao lado do pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, reforçando o apoio ao político no Estado. “Estamos juntos, eu e Ana Paula Rezende, nossa pré-candidata a vice-governadora do Estado de Goiás, ao lado do nosso futuro presidente Flávio Bolsonaro”, postou Wilder.
Recado do pai
Em carta escrita à mão na prisão, Jair Bolsonaro (PL) saiu em defesa de Michelle (PL) e condenou ataques “da própria direita”. Apesar de não citar nomes, o recado é direcionado para Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Allan dos Santos e Paulo Figueiredo, que acusaram a ex-primeira-dama de não se engajar na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Deu errado
Quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que concorreria ao Palácio do Planalto, assessores do presidente Lula e líderes petistas comemoraram a decisão, alegando que seria um nome mais fácil de ser derrotado, porém as últimas pesquisas mostraram o contrário. Resta saber agora é quando Lula (PT) e aliados partirão para cima.
Antipetismo mineiro – Parece que o esforço do presidente Lula (PT) para ser “eleito no primeiro turno” não está dando certo. A recepção que teve ao visitar Ubá, Minas Gerais, onde as chuvas fizeram várias vítimas, foi à base de vaias e gritos de “ladrão”.