Ibaneis venceu. PL do DF ‘frita’ Bia Kicis e Izalci para eleger Celina
Reza a lenda nos compêndios políticos que, partido de um único líder, a palavra final não é da maioria, mas de quem manda. O exemplo mais clássico é o do PT, que tem na figura de Luiz Inácio Lula da Silva alguém maior que todas as lideranças de esquerda juntas — portanto, sua palavra final ninguém ousa contrariar.
O mesmo ocorre com o PL que, teoricamente, é comandado pelo experiente e longevo líder político conservador Valdemar Costa Neto. A palavra final nem sempre é dele, e sim de Jair Bolsonaro que, mesmo doente, preso e com todas as agruras do mundo sobre sua cabeça, transforma em fato consumado o que decide sobre candidaturas.
Um exemplo dessa influência pode ser visto nas recentes tratativas entre Valdemar Costa Neto, Ibaneis Rocha (MDB), o comandante em chefe da União Progressista, senador Ciro Nogueira, e o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira. O que era especulação de bastidor passou a ser quase certeza nesta segunda-feira (29): Michelle Bolsonaro (PL) fará dobradinha com o governador do DF e candidato ao Senado, Ibaneis Rocha.
Se essa aliança se confirmar, a deputada federal Bia Kicis, que sonhava em ser o segundo voto de Michelle para o Senado, terá que recuar e disputar a reeleição. O mesmo ocorre com o senador Izalci Lucas, que torcia por uma aliança para ser vice de Celina Leão (PP). Agora, terá que escolher entre disputar vaga de deputado federal ou sair do PL para outra legenda.
Outro que pode ver suas pretensões limitadas pela Lei da Ficha Limpa é o ex-governador José Roberto Arruda (PL). O caso dele é emblemático: se o presidente Lula vetar o artigo que reduz de 12 para 8 anos a inelegibilidade de quem foi condenado duas vezes, Arruda ficará fora da disputa em 2026.
Tarcísio desiste da disputa presidencial
Ao deixar o condomínio em que mora o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), falou com jornalistas. Questionado se havia recebido sinal verde de apoio à candidatura presidencial em 2026, respondeu enfático: “Sou candidato à reeleição em São Paulo”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), no entanto, reafirmou que a direita e a centro-direita estarão juntas, mas não especificou o candidato.
Ratinho Jr. aquece
Com Tarcísio fora do páreo, o nome que aparece com maior chance de unir a direita é o do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), atualmente “no aquecimento”. Ele é o segundo melhor pontuado nas pesquisas, atrás apenas de Tarcísio, e ainda não foi alvejado pela esquerda.
Por enquanto, o cacique do PSD, Gilberto Kassab, não se manifestou sobre o assunto. Mas, como ainda há muito caminho pela frente até 2026, o cenário pode mudar.
Wilder ouve queixas
O senador Wilder Morais (PL) participou da abertura oficial do plantio de soja em Goiás neste sábado (27), na Fazenda Tamburi, em Nova Crixás. O evento, promovido pela Aprosoja-GO, teve como palestrante principal o ex-ministro da Defesa, Aldo Rebelo.
Segundo um produtor, a principal queixa ouvida por Wilder foi a falta de estradas para o escoamento da produção.
Missão China
A missão de lideranças públicas e privadas do Entorno do DF, com participação do secretário do Entorno para Goiás, Pábio Mossoró, retornou nesta segunda-feira (27) da China. A viagem, organizada pela Companhia de Desenvolvimento de Águas Lindas (Codeal), incluiu visitas a polos industriais em Guangzhou, Shenzhen e Xangai, além da participação no S-Tron Xangai 2025, um dos maiores eventos internacionais de tecnologia e inovação.
Abrir portas
Segundo o secretário do Entorno para Goiás, Pábio Mossoró, que representou o Governo de Goiás, os objetivos foram alcançados. “Conseguimos abrir portas para que a nossa região seja conhecida pelos chineses com vistas a futuros investimentos”, avaliou.
Ele acrescentou que a comitiva fez contatos importantes durante a missão.