segunda-feira, 6 de abril de 2026

Indicação de Messias ao Supremo prejudica campanha de Caiado

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 6 de abril de 2026
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Foto: Marcelo Camargo/ABr

Por enquanto, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, está passando no teste da trairagem, ainda não passou a perna na candidatura de Ronaldo Caiado a presidente da República. O mesmo não se pode afirmar de outros colegas da primeira prateleira do partido. Porém, continua com três ministérios, um deles na mão do secretário-geral pessedista, Alexandre Silveira, de Minas e Energia. Num gesto de extrema capachice ao governo, Silveira deixou de ser candidato a senador em Minas Gerais para assumir papéis na tentativa de Lula 4 e um papelão na democracia: como integrante do 1° escalão do Executivo, pretende influenciar no Legislativo para indicar o 11° integrante do Supremo Tribunal Federal.

Com isso, o PSD faz um triângulo mineiro querendo implodir o goiano, aliás, conterrâneo de Mateus Simões, novo governador de Minas. De um lado, o presidente Lula (PT) está com seu advogado-geral da União, Jorge Messias, há cinco meses beijando mão de senador para conseguir vaga no STF. É um horror que não cessa e só piora. Com Lula 1 e 2, os ministros não eram escolhidos entre petistas, mas veio o mensalão e o presidente se convenceu de que a militância era indispensável. Daí surgiram os advogados particulares e os amigos comunistas, além dos terrivelmente evangélicos, casos de Messias e André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro.

Caiado, que nada tem a ver com isso, perde qualquer esperança de apoio do diretório mineiro de seu novo partido. Funcionou assim: Silveira facilitou a eleição ao Senado do grupo de Rodrigo Pacheco, a quem havia sido prometida a vaga em que agora se deseja entronizar Bessias. A parte boa é que o avalista de Pacheco, Davi Alcolumbre, está fora dessa conversa. Aguarda-se confusão ainda maior caso o Banco Master derrube alguém da Suprema Corte.

(Especial para O HOJE)

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