Coluna

João Campos pode ficar sem mandato após escândalo 

Publicado por: Yago Sales | Postado em: 29 de março de 2022

O que será do deputado federal João Campos (Republicanos), que quer ser senador depois de ter o nome envolvido na desgastante polêmica envolvendo a influência de pastores no Ministério da Educação? Pois é, Campos, deputado federal fortemente ligado à igreja evangélica, ele mesmo um pastor da igreja Assembleia de Deus do Ministério Vila Nova, do pai do deputado estadual Rafael Gouveia, deu emprego à filha do pastor Gilmar Silva dos Santos no seu gabinete.Gilmar, antes do escândalo, um dos mais respeitáveis pregadores pentecostais da igreja evangélica, atualmente é acusado de ser operador de um esquema de corrupção dentro do Ministério da Educação em troca de propina. O ministro da pasta, Milton Ribeiro, sob forte pressão, acabou pedindo para sair do ministério. De qualquer forma, aliados de João Campos não conseguem dimensionar o impacto do escândalo na aposta do político em chegar ao Senado. “Pode ser irreversíssivel”, disse um republicano. 

As voltas que… 

Em 2018, o advogado, suplente de senador e líder político de Luziânia, Eládio Carneiro foi um dos primeiros a empunhar a bandeira da campanha de Ronaldo Caiado. 

Chateado 

Desapontado, Eládio desabafa à Xadrez: “Agasalhado no governo, Caiado abandonou os aliados como a mim, Antônio Lima (Cidade Ocidental) e Cassiano Franco (Valparaíso). Não tenho como apoiá-lo agora já que ele à época, mudou a direção do partido em Luziânia sem sequer me avisar”.

… a política…

Insatisfeito com o DEM, Eládio migrou para o PSL, mas, com a fusão das siglas, pulou para fora do barco. Eládio negou se filiar ao PL e optou por se aliar ao PSDB de Marconi Perillo e, dependendo das movimentações do tucano, não está descartado disputar cadeira de deputado federal. 

Inté (I)

O deputado federal Elias Vaz (PSB) ironizou a demissão do ministro da Educação, Milton Ribeiro: “Já vai tarde. O problema é que o chefe do desmonte continua. Mas Bolsonaro vai ter o que merece em outubro, nas eleições. Educação é prioridade”. 

Inté (II)

Em plena campanha eleitoral, Bolsonaro,  irritado com o dólar em queda, demite o presidente da Petrobrás, Joaquim Silva e Luna. A falta de ação sobre o preço dos combustíveis levaram o presidente à decisão. 

E agora?

Não deu. O isolamento e a falta de chapa não evitaram que o PL goiano fosse obrigado a engolir o nome do Major Vitor Hugo à pré-candidatura ao governo sob a aposta do presidente Jair Bolsonaro.  

Outro

O ex-senador Wilder Morais, também sem aglutinar apoio e, com isso, sem voto, foi o escolhido de Bolsonaro para tentar voltar ao Senado. 

Posse

Ex-secretário de Aparecida, Max Meneses (MDB) assume o cargo de deputado na manhã desta terça-feira (29). 

Curta

A Federação Goiana de Municípios (FGM), discute, em seminário  no dia 31 de março, às 09h, o Novo Marco Legal do Saneamento Básico.

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