Jogo político no caso BRB-Master prejudica interesses da população
Dois ingredientes mudaram o modorrento debate entre os possíveis pré-candidatos
A ‘guerra’ política no Distrito Federal, antes do caso Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, estava restrita aos embates ideológicos com a esquerda de um lado e a direita do outro. A esquerda, liderada pelo PT e associados, tinha o PL e o MDB do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, na mira. Tudo dentro do script tradicional de campanhas eleitorais anteriores. Porém, dois ingredientes mudaram o modorrento debate entre os possíveis pré-candidatos. De um lado, favorita na corrida rumo ao Palácio do Buriti, Celina Leão (PP), seguido José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Ricardo Capelli (PSB) e, por último, a deputada distrital Paula Belmonte (PSDB).
Mas o caso BRB-Master mudou o debate político. De um lado, a esquerda batendo bumbo para responsabilizar Ibaneis Rocha pelo rombo na operação entre as duas instituições bancárias. E do outro, o envolvimento de meio mundo enrolado nos três Poderes. No entanto, até o momento, ninguém pensou seriamente no prejuízo que os brasilienses terão se o BRB for liquidado ou federalizado. A tentativa de Ibaneis em oferecer terrenos do GDF como garantia para um empréstimo que aumentaria a liquidez do banco foi barrada pela Justiça liminarmente. Ibaneis diz que vai derrubar a decisão.
Entretanto, isto não muda o fato que, caso o banco seja liquidado, todos perdem, incluindo o PSB, que ingressou com a ação. Mas o maior perdedor será a população do Distrito Federal, que certamente vai dar o troco nos políticos envolvidos. Isto porque a questão deixou de ser quem é o responsável pela operação fraudulenta com o Banco Master e, sim, como o contribuinte, que é o verdadeiro dono do BRB, será ressarcido? A esperança é que a Justiça puna os culpados, seja Ibaneis, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, ou Vorcaro.
Lá vem a Magda Mofatto
Depois de provocar uma crise no PL ao defender aliança com Daniel Vilela (MDB) e apoio a Ronaldo Caiado (PSD), Magda Mofatto pode abrir uma nova frente de tensão, agora na federação PRD/Solidariedade. A disputa pela segunda vaga, hoje entre Lucas Calil e Denes Pereira, passaria a ter a empresária como favorita.
Siga o português
A passagem por Goiânia do presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Luís Souto Miranda (PSD), é uma boa oportunidade para Sandro Mabel (União Brasil) e Romário Policarpo (PRD) aprenderem boas práticas portuguesas na administração pública.
Barômetro da Lusofonia
O cientista político e um dos maiores especialistas em neurociência comportamental do eleitor brasileiro, Antônio Lavareda, apresenta nesta quinta-feira (19), às 15h, no Auditório Antônio Carlos Magalhães, do Senado Federal, a 1ª edição do Barômetro da Lusofonia. A publicação reúne informações comparativas sobre percepções e prioridades em oito nações de língua portuguesa.
Serviços digitalizados
Estudo realizado pela Softplan, com 1.290 servidores de 334 municípios em 22 Estados, aponta o nível de maturidade digital das administrações municipais e mostra como práticas analógicas ainda comprometem a eficiência do serviço público. O curioso é que, em muitos municípios goianos, a digitalização no atendimento ao cidadão é encarada como prioridade.
Regras para delivery
Entra na pauta da Câmara de Vereadores de Goiânia a criação de normas sanitárias para venda de alimentos por delivery na Capital. O projeto é do vereador Lucas Kitão (União Brasil) e está previsto para ser votado em segunda e última votação no plenário da Casa.
Dino breca a farra – Finalmente alguém no STF teve coragem de brecar a farra das aposentadorias compulsórias na Justiça. Coube ao ministro do STF Flávio Dino dar um basta em punir juízes com polpudos salários ao invés de cortar seus salários.