quinta-feira, 16 de abril de 2026

José Ricardo Roriz vê desaceleração da economia com a guerra no Irã

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 15 de abril de 2026
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Ilustração: Takeshi Gondo

A grita geral contra uma das maiores cargas tributárias do planeta é rotina no País. Antes era só a classe média que esperneava. Agora, os vários setores da economia se juntam ao coro de reclamações. Para piorar o cenário, surge a guerra dos EUA-Israel contra o Irã, pedaço do mundo onde passa cerca de 20% do petróleo, produto vital para vários setores econômicos, principalmente em países emergentes como o Brasil. Essa matéria-prima, após refinada, produz compostos químicos como etileno e propileno, usados na fabricação de polímeros, ou seja, material plástico, presente em quase tudo no dia a dia da população. Desde aviões, carros, produtos de limpeza, sacolinhas. Enfim, uma infinidade de produtos.

Portanto, esse setor industrial é um dos mais afetados, não só pela crise do petróleo, mas, sobretudo, pelo custo do Brasil. Para entender o quanto esses percalços podem impactar na economia do País, a coluna conversou, nesta terça-feira (14), com o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e do Sindicato da Indústria de Material Plástico de São Paulo (Sindiplast), José Ricardo Roriz Coelho.

Na avaliação do entrevistado, “chegamos ao limite de endividamento em todos os níveis: governo, empresas e famílias”. Roriz pontua que, nesse contexto, a combinação de juros elevados e câmbio deteriora ainda mais a nossa competitividade frente aos produtos importados, que já era frágil, e começa a colocar também os exportadores em uma situação cada vez mais difícil. “Essa combinação pode desacelerar a economia em patamares preocupantes.”

O empresário e líder José Ricardo Roriz afirma que, “na prática, poucos estão se beneficiando desse cenário”. “Um dos principais exemplos é a Petrobras, que, apesar de não ter alcançado a autossuficiência, com déficit de cerca de 30% no diesel e 10% na gasolina, seus preços são alinhados ao mercado internacional de países não produtores (que importam de quem produz + custos de transferência), acrescidos novamente de custos de logística, frete e tempo de trânsito para trazer esses produtos ao Brasil.” Diante desse quadro, Roriz pergunta: “O que podemos fazer e ainda não fizemos para mudar essa situação, que piora a cada dia?”.

Gim Argello: “O Avante do DF vai surpreender”
O presidente do Avante no DF, ex-senador Gim Argello, disse à coluna que o “Avante vai surpreender e eleger um deputado federal e uma boa bancada de distritais”. Gim consolidou uma nominata considerada robusta, com nomes experientes e novas lideranças, mirando a formação de uma bancada consistente na Câmara Legislativa do DF e a conquista de uma vaga na Câmara dos Deputados. No meio político, a avaliação é de que o partido conseguiu equilibrar representatividade regional, atuação em diferentes segmentos sociais e densidade eleitoral.

Vice de Arruda
Com a consolidação do Avante no DF por ser a única legenda que abraçou o projeto “Arruda governador” desde o início, especulações dão conta de que a vaga de vice na chapa será de Gim Argello. Embora ainda tenha muito chão para percorrer, Arruda tem feito, em média, quatro reuniões com apoiadores e pré-candidatos ao Legislativo do DF e ao Congresso.

DF de oportunidades
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), tem tido uma agenda acelerada. Administra a cidade, a crise do BRB-Master, reuniões políticas e concede entrevistas. Uma dessas agendas foi ao programa “CB Debate”, do Correio Braziliense, nesta terça-feira (14). Celina disse que o Distrito Federal está em “constante transformação e o crescimento da cidade representa desafios, mas também oportunidades”.

Delúbio na área
O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, marcou para o dia 6 de maio, em Goiânia, o lançamento de sua pré-candidatura a deputado federal. Natural de Buriti Alegre, iniciou sua trajetória política nos anos 1970 e ganhou projeção ao integrar o diretório nacional do partido na década de 1990, quando assumiu a tesouraria.

Na geladeira – No serpentário político, comenta-se que Gilberto Kassab (PSD) passou a guardar “ódio na geladeira” do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP), ao ser preterido para vice na chapa. O PT acompanha de perto e pode oferecer para Kassab a vice de Lula.

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