Kassab afirma que o centro pode aglutinar mais aliados que a direita
Em entrevista neste domingo (8) ao Canal Livre, da TV Bandeirantes, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, foi assertivo: é mais fácil o centro atrair o eleitorado de direita que o contrário. De certo modo, Kassab está correto. Em todas as vitórias para presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contou com o apoio dos partidos de centro. Foi assim em 2022 em que, mesmo desgastado e com uma disputa muito polarizada, ele arrebanhou lideranças desse espectro político e venceu.
Devido a esse histórico de estratégias eleitoral de Lula, que o presidente nacional do PSD aposta em seus candidatos a presidente da República, Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite. “Eles não têm mancha de corrupção, são íntegros e têm espírito público”, disse no Canal Livre. Outro ponto pelo qual não se deve subestimar o PSD é o tamanho de seu ativo de votos nos 887 municípios que a sigla comanda. Lula sabe disso e corre para não perder a legenda, mas Kassab tem outros planos: chegar ao segundo turno com um dos seus três candidatos.
Esse movimento de dividir o centro pode esbarrar em um novo cenário: pesquisas de vários calibres de credibilidade apontam que o PT conta atualmente com 35% dos votos válidos e o bolsonarismo com 15%. Os quase 40% que não querem nem Lula e muito menos o bolsonarismo são a aposta de Kassab para construir a terceira via. As pesquisas também mostram que o antipetismo continua alto e o PSD quer atrair esse eleitorado. Portanto, a polarização que o presidente Lula imagina que teria, pela primeira vez caminha para uma disputa entre três concorrentes: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e um do PSD que pode ser Caiado, Ratinho ou Eduardo Leite.
Exemplo que vem de Portugal
Na entrevista ao Canal Livre, Gilberto Kassab (PSD) usou as eleições portuguesas para explicar o favoritismo do centro em um 2º turno. Se o PSD chegar ao segundo turno contra Lula (PT), o candidato da legenda ‘herda’ os votos da direita. O desafio é superar a largada dos extremos, hoje na faixa dos 30%, enquanto o centro, no melhor dos cenários aparece com 10%.
Votos em Paris
Enquanto Lula (PT) tenta costurar um vice do MDB e negocia a neutralidade da federação União Progressista com Ciro Nogueira (PP-PI), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) toma um café na França com o deputado François Bellamy. A pergunta que fica é: quantos votos rendeu essa agenda? Esse é o questionamento de bolsonaristas, que roem as unhas de aflição quando veem o Lula em plena campanha.
De volta à terra
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) retorna ao Brasil nesta terça-feira (10) para abrir conversas com o Centrão e conter disputas internas no PL, inclusive em Goiás. Nesta quinta-feira (12), está prevista uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para definir a situação em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás. Na sequência, o senador Wilder Morais (PL) conversa com Bolsonaro no sábado (14). A conferir.
Caiado faz escola
De repente, o tema ‘segurança’ se tornou um mantra para a maioria dos candidatos a governador no País. Até o presidente Lula decidiu que o assunto será um dos principais eixos da estratégia eleitoral. Sinal de que o governador de Goiás e pré-candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado (PSD), está no rumo certo. Fez escola e pode dar um salto eleitoral tendo Goiás como exemplo.
Novo presidente da…
… Câmara de Vereadores de Rio Verde, Francisco Nunes de Moraes [Cabo Moraes (PP)], assume a presidência da Mesa Diretora até o final deste ano. Em carta, o ex-presidente, Idelson Mendes (PRD), renunciou devido à acusação de corrupção e prisão em operação do Ministério Público do Estado de Goiás em conjunto com o Gaeco Sul. O vereador Cabo Moraes e os demais vereadores que vão continuar à frente do Legislativo municipal têm um grande desafio: resgatar a credibilidade política da Casa junto à população.
PEC 6X1 – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), dá sinais de que a PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 será aprovada. “Vamos dar um passo firme na dignidade do trabalhador, mais qualidade de vida e respeito aos brasileiros.”