sexta-feira, 17 de abril de 2026

Legislativos goianos não fiscalizam e têm boa desculpa: não adianta

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 17 de abril de 2026
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Foto: Carlos Costa/Alego

Seja federal, estadual e municipal, o Legislativo no Brasil é quase sempre inútil, o que faz Montesquieu rolar em sua cova na Igreja do Santo Suplício, em Paris. Inventou a tripartição dos poderes para nada. A mais recente violência foi quando o STF se mancomunou com o Executivo para enterrar a CPI do Crime Organizado, desrespeitando a Constituição da República, que manda os Poderes serem independentes e harmônicos entre si. Ao contrário. Sediam tudo o que há de mais abominável. Por isso, o imenso capacho estendido ao lado da BR-153 com fachada de Assembleia Legislativa de Goiás sequer tenta legislar e fiscalizar, no que é seguida pelas Câmaras de Vereadores dos 246 municípios. É em vão.

Quando algum prefeito é afastado, puxa-se a capirava de quem o derrubou e a origem está em extorsões malsucedidas tentadas por bandidos com mandato legislativo xingando bandido com mandato executivo. Entre tanto esterco tratado por excelência, os que fertilizam ideias podem ser contados nos dedos do Lula, que além do Executivo tem nas mãos Legislativo e Judiciário. A cada dois anos, é possível deixá-los sem cadeira pública e imaginá-los em cadeia pública, mas o eleitor acostumou-se à lama e, em vez de repeli-la, a reelege. No próximo outubro, chegará de novo a oportunidade de extirpar esse mal. Infelizmente, os congressistas ainda não tiveram coragem de estabelecer mandato para o Judiciário. Por isso é que os ministros fazem como o crime organizado: junto com a CPI, enterram o que resta de dignidade ao País. (Especial para O HOJE)

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