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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Luiz do Carmo entra na disputa pela vaga de vice na chapa de Daniel

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 27 de fevereiro de 2026
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Ilustração: Takeshi Gondo

O impacto do anúncio da filiação de Ana Paula Rezende no PL, a filha do casal Dona Íris-Iris Rezende, referências históricas do MDB goiano, estimulou aliados de Daniel Vilela e Ronaldo Caiado a debater nomes para vice-governador. Normalmente, a vaga de vice numa campanha acirrada como a que se avizinha em Goiás costuma ser decidida no “último minuto do tempo para registrar chapas”. No entanto, não é vedado aos aliados articular, indicar ou se apresentar como postulante ao cargo.

Dois nomes estão em discussão: o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, e o secretário-geral de Governo, Adriano Rocha Lima. Estes dois são os mais lembrados, mas agora entra em cena o ex-senador Luiz do Carmo. Empresário, cristão e ativista político histórico dentro do campo conservador e de centro-direita, ele tem capital político a oferecer, principalmente entre os pentecostais, segmento que abrange a fé judaico-cristã. “Sou político, mas, acima de tudo, um homem de fé que acredita no exercício da vida pública como sacerdócio, caminho mais rápido para construir o bem coletivo de nossa gente”, disse à coluna.

Luiz do Carmo divide seu tempo entre o trabalho e contato com lideranças políticas no interior, mas tem focado muito na região do Entorno do Distrito Federal, onde tem aliados. “Quando fui senador, ajudei muito a maioria dos municípios que são próximos a Brasília. Acredito que essa região é uma das mais promissoras do Estado em termos de geração de empregos, principalmente na prestação de serviços”, avalia o ex-senador. Se considerar que, até agora, dos três pré-candidatos a governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB) e Marconi Perillo (PSDB), o único que anunciou a vice foi Wilder Morais (PL), portanto, ainda tem um bom espaço para pleitear a vaga de vice.

Paula Belmonte foca na centro-direita
Longe do serpentário político onde se encontra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), a deputada distrital e pré-candidata a governadora pelo PSDB, Paula Belmonte, trabalha em silêncio. Acompanha as movimentações dos adversários José Roberto Arruda (PSD), a candidata governista Celina Leão (PP), Ricardo Capelli (PSB) e o do PT, Leandro Grass. Sem bater bumbo com declarações midiáticas, Belmonte busca se firmar como uma candidata consistente sem abarcar os extremos, afinal, o eleitor do DF é de centro-direita e conservador. É por aí que ela trafega sem obstáculos ideológicos à frente.

Aava e Adriana
Não passou despercebida a relação fria entre a vereadora goianiense Aava Santiago e a deputada federal Adriana Accorsi (PT) no encontro com o ministro da Secretaria da Presidência, Guilherme Boulos, nesta quinta-feira (26), em Goiânia. O cumprimento entre as duas foi protocolar e sinalizou que a rivalidade pode ser lida pela disputa dos votos da centro-esquerda em Goiânia.

Sonho de Tarcísio
A PEC de Flávio Bolsonaro (PL) que acaba com a reeleição é um aceno direto a Tarcísio de Freitas (Republicanos), como já abordado pela coluna. Sem reeleição, caso Flávio seja eleito presidente, deixaria o caminho livre para 2030 para o governador paulista. O gesto seria bem-vindo e iria ao encontro do sonho de Tarcísio, que é disputar a Presidência da República.

Efeito pesquisa
A quebra de sigilo bancário do filho de Lula (PT) pela CPMI do INSS é vista como o primeiro reflexo político da AtlasIntel que colocou Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente no 2º turno contra Lula. E o Centrão, que é ótimo para farejar cheiro de sangue, virou oposição.

Haja imposto!
O aumento do imposto de importação de eletrônicos é mais um desgaste do governo Lula junto à classe média, estrato social que já reclamava da “taxa das blusinhas”. Assim, não tem isenção de IR que melhore o humor do eleitor.

Nada a favor do povo – De acordo com a jornalista Clarissa Oliveira, da CNN, um acordo silencioso para o público externo, mas aguerrido nos bastidores entre o STF e o Congresso, selou um acordão sobre os penduricalhos que extrapolam o teto salarial. Tudo para eles e o povo que se lasque.

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