Lula ‘descola’ o PT do STF em busca de votos da centro-direita
A cada dia aumenta a tensão entre os Poderes da República por conta do escândalo do Banco Master. A questão deixou de ser econômica há muito tempo e agora se tornou uma crise política. A cada dia aparecem mais vazamentos das conversas de Daniel Vorcaro com poderosos de plantão. Meio mundo do andar de cima da cadeia de poder, seja no governo Lula, STF e no Congresso, está atolado na lama da corrupção e tráfico de influência. Essa mistura é nitroglicerina pura em ano eleitoral e ameaça varrer muita gente da Esplanada dos Três Poderes.
Entretanto, o maior preocupado com essa história toda, além dos ministros do STF, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e, mais recente, Cassio Nunes, é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essa história que envolve corrupção até o pescoço, dia a dia envolve Lula, isto porque, não bastasse o roubo de milhões dos aposentados que arrasta um filho de Lula, Fábio Luís, para o enredo de propinas, agora bate à porta de Alexandre de Moraes.
Nunca é demais lembrar que o STF é o esteio de sustentação do governo Lula, simbolizado pelos ministros Edson Fachin, Flávio Dino, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Mas quem é o ponta de lança dessa turma é Alexandre de Moraes. Ele foi e ainda é o principal algoz de qualquer oposição que ouse aprofundar críticas a Lula ou a ministros do STF. Por trás de Moraes, o cérebro, Gilmar Mendes, que sabe usufruir do poder.
O problema é que a corrupção e o tráfico de influência no STF extrapolaram o razoável e o descrédito internacional “colou” em Lula. Isso é ruim para quem precisa de credibilidade para se manter no poder. Sua reeleição periga fazer água e enterrar o projeto de poder que sustenta o PT há tanto tempo. Sem maioria no Congresso e com a opinião pública de mau humor, Lula precisa se “descolar” de personagens que comprometam sua reeleição. Alexandre de Moraes e Dias Toffoli foram úteis em passado recente, mas agora são um problema. A pergunta é: tem como Lula se livrar deles? Se conseguir, pode recuperar parte dos votos da centro-direita, mas sem garantia de vitória.
Marconi no caixa do Vorcaro
O escândalo do Banco Master não para de produzir denúncias que escandalizam ainda mais a população. Nesse ritmo, não vai escapar ninguém do andar de cima da elite brasileira que não tenha dado uma “mordida” no bolso de Daniel Vorcaro. Na mais recente lista de envolvidos com o Master, aparece o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que recebeu R$ 14,5 milhões via empresa MV Projetos e Consultoria. Em ano eleitoral, essa notícia é um generoso presente para os adversários de Marconi. Afinal, ele é pré-candidato a voltar ao Palácio das Esmeraldas. O desafio agora é explicar ao cidadão-eleitor que se trata de um trabalho e não um favorecimento político.
Consultoria cara
Amigos próximos a Marconi dizem que ele está fora do governo há muito tempo e, por ser um quadro com expertise política, sempre é contratado para consultorias que envolvem relacionamentos com os Poderes. “Como profissional liberal, ele faz o preço de seus serviços como faria qualquer pessoa qualificada e com seu nível de experiência”, conta um aliado.
Dia de Wilder
Nesta quinta-feira (9), foi a vez do senador e pré-candidato a governador de Goiás, Wilder de Morais (PL), marcar presença em Rio Verde, com destaque na feira Tecnoshow Comigo. Ele começou sua agenda logo pela manhã, numa visita ao Hospital do Câncer, onde se comprometeu com emenda parlamentar para a instituição. Ao lado de sua pré-candidata a vice, Ana Paula Rezende, circulou na feira, ouviu reivindicações, deu entrevistas e posou para dezenas de selfies.
Defesa do agro
Wilder repetiu em entrevistas e nas conversas com os produtores, abordou as grandes dificuldades que o agro passa, principalmente as dívidas do setor. “O número de empresas que entraram com recuperação judicial é alarmante e nós, no Senado, buscamos a todo momento uma solução para esse importante segmento da nossa economia que é o agro.”
Tem algo errado – Gilberto Kassab afirmou que projeta um PSD forte no Rio de Janeiro, com Eduardo Paes governador e Ronaldo Caiado presidente. Resta saber se ele combinou com o ex-prefeito, que apoia Lula e conta com o apoio do PT no Estado.