Lula está determinado a manter a vaga de vice com Alckmin em 2026
Após um certo estremecimento do PSB com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que sinalizava trocar o vice Geraldo Alckmin (PSB) por um nome do MDB, os socialistas venceram. Até onde as vistas alcançam, o presidente está convencido de que, se “empurrar” Geraldo Alckmin para disputar o Governo de São Paulo a fim de agasalhar o MDB paulista na vice, terá mais perdas do que ganhos. Isso porque petistas e psolistas não confiam no MDB paulista. Nunca é demais lembrar que o da capital, Ricardo Nunes, foi adversário do PT e derrotou a esquerda na disputa pela prefeitura.
Lula fez as contas e percebeu que a troca não seria vantajosa. Além de parte do PT não confiar nos emedebistas paulistas, a legenda é muito dividida. Esse não é o caso do PSB, que é mais orgânico e menos fisiologista, portanto confiável o bastante para não deixar Lula na chuva em 2026. A ideia não está totalmente descartada de fazer uma aliança com o MDB para agasalhar a ministra do Planejamento, Simone Tebet, em uma vaga para o Senado.
O problema é que, se Tarcísio for o candidato a presidente da República, ninguém acredita que o deputado federal e comandante nacional do partido, Baleia Rossi, vá deixar de apoiar Tarcísio. Outro ponto que pesa na avaliação de Lula é que, se trocar o vice que tem dado certo e contribuído com a gestão petista, não ajudaria muito nos estados onde o MDB já é lulista, muito menos entre evangélicos e conservadores, principalmente no agronegócio.
Festa para Ciro Gomes no PSDB
Lideranças nacionais do PSDB planejam muito barulho na filiação do economista e liderança política cearense Ciro Gomes, prevista para dezembro. Por enquanto, ele continua filiado ao PDT, mas já está tudo acertado com os tucanos no estado e a cúpula nacional. O retorno às origens – Ciro começou na política pelo PSDB de FHC – se deve ao esforço do empresário e ex-senador Tasso Jereissati, Marconi Perillo e Aécio Neves.
Puxador de votos
A entrada em cena do PSDB com um nome polêmico como o de Ciro Gomes faz parte de uma estratégia para atrair nomes competitivos para a Câmara Federal, o Senado e os legislativos estaduais. Além de “puxar votos”, Ciro é atualmente uma das figuras políticas mais conhecidas no país. Soma-se à popularidade o domínio da linguagem econômica e a capacidade de verbalizar com fluência em entrevistas e em posts nas redes sociais.
Magela “mostra” Ibaneis
Fiel ao seu estilo crítico, o potencial pré-candidato ao Governo do DF, Geraldo Magela (PT), disse que o governador Ibaneis Rocha (MDB), assim como fez em 2022, segue a lógica de que “mais importante do que escolher o seu candidato é escolher os seus adversários”. Ao escolher seu amigo Gustavo Rocha para vice de Celina, aposta em quem não será obstáculo para o seu maior objetivo: voltar ao Buriti em 2030, seja eleito senador ou não.
Faltou o estadista
Um episódio recente protagonizado pelo ex-prefeito de Jataí, Humberto Machado (MDB), tem sido o assunto político mais comentado nas redes sociais da cidade. No lançamento do início das obras de pavimentação das rodovias GO-180 e GO-178, pelo governador Ronaldo Caiado (União Brasil), acompanhado pelo vice Daniel Vilela (MDB), ao ser anunciado para fazer parte do grupo no palanque, Humberto Machado recusou o convite e saiu do evento “voando baixo”. O gesto republicano de estadista foi substituído pelo político rancoroso.
A derrota ainda dói
A leitura feita por lideranças políticas sobre a “fuga” do ex-prefeito do evento se deve ao fato de ele não ter digerido a derrota na eleição municipal. Geneilton venceu Humberto Machado em quase todas as seções eleitorais, algo que Daniel Vilela e Humberto Machado não contavam. Coisas da política.
Ônibus grátis
A lei que autoriza a concessão de subsídio às tarifas de ônibus que circulam em Valparaíso, proposta pelo prefeito Marcus Vinicius (MDB), foi publicada no Diário Oficial e passa a valer. “Esse subsídio vai custar R$ 200 mil mensais aos cofres do município, mas vai ajudar muita gente que transita de um bairro a outro para trabalhar. Aos poucos, vamos resgatar nossos compromissos de campanha”, disse à coluna.