Lula vai definir se o PT goiano terá 2 ou 3 deputados federais

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 10 de março de 2026
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Foto: Divulgação

Lula dá as ordens no PT desde muito antes de alcançar a Presidência da República. Decidiu que Fernando Haddad vai deixar o Ministério da Fazenda para ser derrotado por Tarcísio de Freitas ao Governo de São Paulo. Está de olho é na butique dela, a reeleição. Pode ocorrer o mesmo em Goiás. Caso tire Rubens Otoni ou Adriana Accorsi para tentar o Palácio das Esmeraldas, é por ter resolvido que o Estado mais bolsonarista do País precisa lhe dar mais votos que os quase 43% de 2022.

O companheiro puxa para a equipe quem obedece a seus comandos. Se, por hipótese, Adriana sair a governadora, pode virar ministra da Segurança Pública em eventual 4º mandato lulista. O PL também se esforça para voltar à chefia do Executivo federal, agora com Flávio Bolsonaro. Tem descido a borduna nos insubordinados e feito chapas competitivas, como em Goiás, com o Wilder Morais confirmado a governador. No Ceará, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro discursou contra Ciro Gomes, mas deve ser confirmado por ser o melhor para a direita derrotar a esquerda.

Cada partido com seu propósito, o dos petistas é manter Lula no Planalto e sua estratégia é boa, mas deve perder quadros no Congresso. Se tudo permanecer como agora, se arrisca a reeleger Adriana e Rubens, além da esperada vitória do sindicalista Delúbio Soares. Sem ela, podem ser só os dois. O ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, deve ter decidido que é bom para o marketing no coração do Cerrado lançar uma mulher, militante da segurança (é delegada da Polícia Civil) e corajosa para defender as pautas e o governo de Lula. (Especial para O HOJE)

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