Mabel precisa chegar ao século XXI antes de atolar Goiânia no atraso
Sandro Mabel é um Mercedinho pescoço 1111 tentando dirigir Goiânia, uma Scania de última geração, com tecnologia até para encher os pneus. Por isso, o analógico Mabel está mais perdido que azeitona em boca de deficiente dental. Há muito quer atolar no atraso uma cidade do século XXI. Foi anunciado pretendente à Prefeitura de Aparecida umas dez eleições seguidas. Quando concorreu em Goiânia, 1992, foi massacrado após cometer o sincericídio de dizer que iria adestrar os professores. O tempo parou para ele. Nesses 34 anos, nada fez de relevante além de ser esmurrado na porta da entrada do Congresso Nacional por cantar a mulher do deputado Orcino Gonçalves (PRN), quase perder o mandato por comprar votos para o mensalão e ser o Biscoito da Odebrecht.
Pensava-se que tivesse evoluído, mas ainda está na era da máquina de escrever, do mimeógrafo e do carbono dupla face. O tipo de gestão que pretende não existe mais. Entende nada de digital e a sociedade está conectada. Acha que dar rumo no mandato é fazer limpa na equipe, em vez de reformular os próprios conceitos de administração pública, se é que já formulou algum. Sem marca, sem foco, não diz à população qual é seu projeto para Goiânia. Infraestrutura não deve ser porque não tem obra. Fecha unidade de saúde, provoca greve de médicos, povo sofre nas filas. Para o transporte público não piorar, o governador Ronaldo Caiado teve de tomar conta.
No seu ritmo, do seu jeito, é inútil trocar secretários numa gestão que está precisando mudar é o prefeito.