Mabel: um olho na gestão e outro nos concorrentes
Depois de quase dois anos de tropeços e tentativas de acerto, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), busca recalcular a rota para o segundo tempo do mandato. O primeiro passo será reorganizar a base política e eleger Thialu Guiotti (Avante) presidente da Câmara Municipal, peça que vai sustentar uma gestão à altura das expectativas do goianiense, sobretudo daqueles que votaram nele em 2024. Mabel é um político experiente e forjado nos embates no serpentário político. Desse modo, restam poucos entraves que amarravam a gestão. A partir de janeiro de 2027, o prefeito entra numa fase de entregas represadas por administrações anteriores, reconecta com os goianienses e foca em obras.
Porém, ser candidato competitivo à reeleição não depende só de vencer a oposição, entregar benefícios à população e manter a zeladoria da cidade. Antes, Mabel precisará neutralizar as pretensões dentro da própria cozinha, onde o apetite por poder já tem endereço certo: o de Bruno Peixoto (União Brasil) e, agora, o de Romário Policarpo (Cidadania), o segundo mais votado da Capital. Os dois não disfarçam que querem conquistar a cadeira em que Mabel se encontra sentado.
Para conter essas pretensões, sejam elas vindas da própria base ou da oposição, Mabel vai precisar mais do que nunca provar à sociedade, e não apenas aos aliados, que o esforço de reorganização administrativa e financeira feito nos últimos dois anos finalmente se reverterá em benefícios à população nos próximos dois anos. O que resta ao prefeito, portanto, é dar visibilidade a essas obras estruturantes. Com isso, recompor a confiança do goianiense junto à sua gestão, algo que outdoor nenhum consegue fazer. Sem isso, de nada valerá uma Câmara alinhada, sob risco de sua passagem pelo Paço não passar de um voo de galinha.
Corrida pelo comando da Alego
O governador Daniel Vilela (MDB) vai precisar fazer um freio de arrumação na sua ampla base política na Alego. Isto porque mal terminou a eleição, os deputados estaduais eleitos entraram para disputar a cadeira de Bruno Peixoto, eleito deputado federal. O que não faltam são nomes. A começar pelo ex-prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale (PSD), Wilde Cambão (União Brasil), Cairo Salim (MDB), Jamil Calife (PP), Talles Barreto (União Brasil), Issy Quinan (MDB), Lissauer Vieira (PL), entre outros.
Carrijo acertou
Desde o início da campanha de Daniel Vilela à reeleição que o prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo (MDB), apostava que o governador venceria no primeiro turno. Carrijo argumentava que, pelo número de prefeitos aliados, lideranças políticas em todo o Estado e a liderança do doutor Ronaldo Caiado, Daniel ganha no primeiro turno, disse várias vezes à coluna. Carrijo, juntamente com Paulo do Vale (PSD), eleito deputado estadual, e Lucas do Vale para a Câmara Federal foram aguerridos na busca de votos para Daniel.
Celina avalia…
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), tem discutido com sua equipe política se compensa participar de debate no segundo turno. De acordo com a maioria das pesquisas, ela tem, em média, 50% de vantagem à frente do petista Leandro Grass. Como nos debates anteriores no primeiro turno em que ela participou não se discutiu nenhuma proposta e sim ataques à sua gestão de poucos meses, o custo de não ir pode ser mais produtivo que ter que se defender de ataques no debate.
… Flávio também
O mesmo ocorre com o núcleo político do candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL). Antes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se recusava a ir, mas agora diz que enfrenta Flávio na hora e no lugar que for. Agora é Flávio que calcula se deve ou não ir ao debate.
Faltou cidadania
Existe algo de errado com os mais de 30 mil eleitores de Valparaíso que, certa forma, anularam ou não registraram votos nas urnas. O exercício de comparecer numa cabine eleitoral não é só um dever de cidadania, mas a oportunidade para escolher quem melhor representa a cidade.
“Não voto no PT” – O PSDB do Distrito Federal não vai apoiar Celina Leão no 2º turno, mas liberou seus filiados. No entanto, a ex-candidata da legenda, que ficou em 3º lugar na disputa, já escolheu o seu lado: “Não voto no PT”.
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