Marconi e Wilder miram o Brasil real que vive longe do Palácio

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 6 de junho de 2026
Marconi e Wilder miram o Brasil real que vive longe do Palácio
Ilustração: Takeshi Gondo

Os dois pré-candidatos de oposição ao governador Daniel Vilela (MDB), senador Wilder Morais (PL) e o ex-governador Marcini Perillo (PSDB), tem estratégias parecidas em relação à mídia tradicional impressa e audiovisual, mas diferem muito quando o assunto é sobre entrevistas. Wilder adotou distância de repórteres por uma questão de só falar quando tiver algo relevante. “Não quero ocupar espaço na mídia para provocar polêmica e dar munição aos adversário contra  nós”, tem repetido aos jornalistas que o procuram. No caso de Marconi Perillo, a questão é seus argumentos críticos à gestão do ex-governador Ronaldo Caiado e seu sucessor, Daniel Vilela.

Marconi não poupa a gestão dos dois e isso provoca pressão do governo nos veículos, principalmente, os que recebem verbas oficiais. Desse modo, ele é pouco procurado pelos veículos de imprensa, assim, sua estratégia é ocupar espaços nas rádios comunitárias no interior e nas redes sociais. Esses meios de comunicação de massa, estão fora do alcance da máquina pública. No entanto, Wilder e Marconi trabalham com métodos parecidos ao focar nas lideranças que estão fora do poder ou que perderam a eleição municipal para a base governista.

Enquanto parte da mídia procura declarações mais agressivas para transformar em manchete, Wilder investe seu tempo em agendas pelo interior. Em conversa com a coluna, disse que tem responsabilidades com o mandato e trabalha muito para honrar os votos que recebeu em 2022. “Não vou gastar energia na pré-campanha com ataques à gestão atual. Somos propositivos e no momento certo, vamos debater ideias e projetos”, pontua. Calejado nos embates eleitorais, Marconi avança pelo interior com visitas e reuniões em 10 cidades por semana. “A recepção tem disso respeitosas, afetiva e de esperança em uma nova gestão que olhe para os 246 municípios goianos”, tem sido um dos eixos de suas falas. Em comum, eles buscam os distantes do Palácio das Esmeraldas que vivem no Brasil real, o interior goiano.

Bolsonaristas ou torcedores da seleção?

Muitas ruas das cidades brasileiras já estão coloridas com o verde e amarelo pela expectativa da Copa do Mundo de Futebol. No entanto, com o País dividido entre bolsonaristas e lulopetistas, a polêmica acaba por alcançar os torcedores. Parte dessa animosidade, se deve ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que resgatou o verde e amarelo como símbolo de amor à Pátria, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), rebate é diz que as cores do País não são deles. Resultado: será difícil distinguir apoiadores do bolsonarismo dos torcedores da seleção brasileira.

Gesto de Gayer

O elogio de Gustavo Gayer (PL) à pré-candidatura de Gustavo Mendanha (PRD) foi visto por alguns como mais do que um gesto de cordialidade e sim uma piscada de olho. Com a disputa ao Senado cada vez mais congestionada na base governista, não faltou quem enxergasse no gesto uma sinalização de que a chapa do PL está de portas abertas.

Planos de Gim

Na terça-feira (2), a coluna conversou com o presidente do Avante do Distrito Federal, ex-senador Gim Argello sobre a possibilidade da legenda eleger deputados federais. “Temos bons nomes e trabalhamos para eleger dois deputados federais e no mínimo três distritais”, disse. Perguntado sobre ele disputar vaga na chapa de José Roberto Arruda (PSD), foi assertivo: “Só disputou vaga de vice ou senador”. O Avante quer fazer história no DF e já conquistou um senador: Marcos do Val, do Espírito Santo, que deixou o Cidadania.

Carrijo e Lula

A passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Rio Verde nesta semana, rendeu ao prefeito do município, Wellington Carrijo (MDB), mais do que elogios de Lula e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Carrijo abriu as portas de acesso ao Governo Federal. “Vou lhe falar uma coisa. Você agora ganhou um porta-voz para defender a saúde de Rio Verde. Você é um garoto propaganda [da saúde] que não  pediu financiamento de banco ou quer empréstimo. Que bom se todos os prefeitos do Brasil tivessem o amor que você tem pelas pessoas”, resumiu Lula.

Fundão do PL —  A maior fatia do Fundo Eleitoral ficou com o PL, que recebeu R$ 881,6 milhões. O PT aparece com R$ 615,3 milhões. Mas a surpresa está no Podemos. Com R$ 245,9 milhões, o partido de Renata Abreu superou legendas históricas como PSDB, PDT e PSB.

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