segunda-feira, 13 de abril de 2026

Marconi Perillo se movimenta para ampliar o seu capital político

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 10 de março de 2026
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Ilustração: Takeshi Gondo

Agora, o ex-governador e seu entorno acreditam que, mesmo sem recursos e zero de partidos aliados, podem vencer a máquina governista

Nas duas eleições gerais, a arquitetura partidária assentada em número de partidos aliados não teve tanta influência no resultado das urnas. Ah, mas o governador Ronaldo Caiado foi à reeleição com uma grande aliança de partidos, podem dizer os mais atentos. Entretanto, se recuar um pouquinho, na primeira eleição dele em 2018, os apoiadores eram bem modestos e sem muito peso eleitoral. Venceu a máquina tucana comandada por Marconi Perillo (PSDB), que tinha uma base de prefeitos semelhante à que tem Daniel Vilela (MDB) atualmente.

Os tucanos perderam até o rumo de casa, como se diz no jargão popular. Agora, Marconi e seu entorno acreditam que, mesmo sem recursos e zero de partidos aliados, podem vencer a máquina governista. “Eles [governistas] não vão reescrever a história e o legado do PSDB. Isto porque nossa população tem memória. Por mais que eles tentem mudar os nomes do que fizemos, os goianos sabem quem foi o idealizador”, tem dito em suas reuniões com lideranças de variados espectros da sociedade.

“É com essa disposição e por acreditar que existe um desejo de mudanças na condução política de Goiás que Marconi e todos os que acreditam em suas ideias apoiam sua jornada de recolocar Goiás na rota do desenvolvimento econômico, social, cultural e produtivo”, diz o pré-candidato a deputado federal Itamar Leão (PSDB). Ele é um fiel escudeiro de Marconi e acompanha, quando a agenda permite, os encontros regionais do partido. De acordo com aliados do ex-governador tucano, o roteiro de agenda para reuniões em vários municípios está em fase de ‘checklist’. Essa movimentação tucana tem como objetivo, ampliar o número de aliados e resgatar o capital político que “está disperso”.

Confirmado: Michelle e Bia com Celina
Desde o ano passado que a coluna acompanha a movimentação do PL do Distrito Federal sobre a disputa eleitoral brasiliense. Desde o momento em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) declarou apoiar a amiga Celina Leão (PP) na disputa para suceder Ibaneis Rocha (MDB) no Palácio do Buriti, que o PL descartou uma chapa para governador. Valdemar Costa Neto endossou a aliança, mas acrescentou a deputada federal Bia Kicis no jogo, ou seja, a legenda apoia Celina, no entanto, Ibaneis não terá o segundo voto.

Dia 28, governadora
Esse arranjo joga por terra qualquer chance de o PL disputar o Governo do DF, mas, em compensação, a partir do dia 28 de março, Celina Leão assume o governo com a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB). Acredita-se que haverá espaço para o grupo de Bia Kicis e Michelle indicar alguma secretaria.

Bia otimista
A coluna conversou com a presidente do PL do DF, deputada federal Bia Kicis, sobre essa aliança. “Vamos apoiar Celina Leão e ter nossos candidatos a deputados federais e distritais, mas sem candidato a governador”, resumiu Bia. Resta saber qual será o destino do senador Izalci Lucas (PL), que encerra o mandato no final do ano.

Insônia ‘parda’
A crise do Banco Master ganhou mais um ingrediente. A Polícia Federal apreendeu em poder de Daniel Vorcaro um misterioso “envelope pardo” identificado apenas com a palavra “Congresso”. Desde então, muitos políticos estão perdendo o sono em Brasília.

Baldy sem recuo
A possível pré-candidatura de Alexandre Baldy (PP) ao Senado tende a complicar ainda mais a vida da base governista. A chapa já tem três nomes postos: Gracinha Caiado (União Brasil), Vanderlan Cardoso (PSD) e Zacharias Calil (MDB). A pergunta que começa a circular nos bastidores é simples: há votos suficientes para tantos candidatos?

Varão na fila
Na chapa de Wilder Morais (PL), a segunda vaga ao Senado começa a ganhar contornos. O vereador Oséias Varão (PL) surge como possibilidade, com o apoio do deputado Gustavo Gayer (PL). Fred Rodrigues (PL) e Major Vitor Hugo (PL) também seguem como alternativas.

Caça ao bolsonarismo continua – Mesmo após ser condenado e preso, Jair Bolsonaro não sai da mira do STF. O alvo da vez são familiares e bolsonaristas que se manifestam publicamente. Nem o escândalo do Master detém a ira de alguns ministros do STF contra a direita.

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