quinta-feira, 30 de abril de 2026

MDB do DF pode ocupar a vice de Celina no lugar de Gustavo Rocha

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 28 de abril de 2026
WhatsApp Image 2026 04 27 at 20.59.22
Ilustração: Takeshi Gondo

O escândalo financeiro ocasionado pelo Banco Master e que arrastou o Banco de Brasília (BRB) para o fundo do poço provoca um desfecho político que não constava no roteiro do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB). Além do padecimento de ter seu nome, dia sim e outro também, associado às agruras financeiras do BRB, vê seu capital político sendo erodido como um castelo de areia. Quando o desgaste da imagem atinge um agente político, raramente ele sai ileso, principalmente se for ano eleitoral e esse cidadão tiver pretensões eleitorais. Esse é o caso de Ibaneis Rocha, que sonha em disputar o Senado.

No entanto, o roteiro traçado pelo ex-governador de fortalecer seu grupo, conquistar vaga de senador e, em 2030, voltar a disputar o Governo do DF, volatiza como éter jogado ao vento. Não bastassem todas essas expiações, o seu pupilo político e ex-secretário de Governo, Gustavo Rocha, indicado para vice de Celina Leão (PP) no início do segundo mandato, pode perder a vaga para o MDB. Mesmo sendo um advogado com bom trânsito junto aos tribunais superiores, faltam a ele dois predicados para o cargo: ter votos e grupo político para bancar a vaga. Como seu ‘padrinho’ Ibaneis caiu em desgraça, Gustavo Rocha está na chuva e por conta própria, a não ser que um milagre vindo dos deuses do Olimpo interfira.

Entretanto, se o caso Banco Master evoluir para um ‘sangramento’ político de Ibaneis, dificilmente os 12 partidos que sustentam politicamente Celina Leão vão aceitar Gustavo Rocha como vice. O que se discute, reservadamente, é que o MDB pode indicar a vice. Os prováveis nomes seriam os do deputado federal Leonardo Prudente ou o do presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz. Esse arranjo seria mais palatável para o grupo e ficaria longe da nitroglicerina Master, BRB e Ibaneis Rocha. Quem sobreviver, verá.

Sorgatto e parceiros por Luziânia
Passado o sufoco de equilibrar as contas entre prestação de serviços de qualidade à população e demandas por infraestrutura, o prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (União Brasil), anuncia uma injeção de recursos de R$ 30 milhões para investir em obras, educação e pavimentação asfáltica. Os recursos fazem parte do esforço da gestão no ajuste fiscal e da parceria com o deputado federal Célio Silveira (MDB), o deputado estadual Wilde Cambão (PSD) e o governador Daniel Vilela (MDB).

SD-PRD fortes
Ao contrário do que as “vivandeiras do caos” apregoavam, de que a nominata do Solidariedade-PRD para deputado federal teria “virado água”, o presidente regional das duas legendas, Denes Pereira, diz o contrário. Na sua avaliação, a federação fará dois federais e cita, além do próprio nome, Lucas Calil, Dr. Antônio, Pedro Canedo e Eliel Júnior.

Parado na gaveta
Apesar dos altos vencimentos, benefícios e estrutura de gabinete, Carmen Lúcia, do STF, chama atenção por outro motivo. Há 13 anos mantém parado um processo sobre a distribuição dos royalties de petróleo e gás. Uma decisão monocrática suspendeu trechos da lei e o caso nunca voltou ao plenário.

Capítulo Lêda
O processo que pode tornar Lêda Borges (Republicanos) inelegível ganhou um novo capítulo no STJ. Após a Corte restabelecer a condenação por improbidade, foi apresentado um Acordo de Não Persecução Cível (ANPC), com ressarcimento superior a R$ 1,1 milhão e multa de cerca de R$ 379 mil. Em outras palavras, significa que Lêda, por enquanto, está elegível.

STF de olho
Em meio à crise de credibilidade, o STF abriu licitação para contratar uma empresa especializada no monitoramento das redes sociais. O serviço, estimado em R$ 249,9 mil, prevê acompanhamento em tempo real de menções da Corte e de ministros em plataformas como X, Instagram, YouTube, Facebook e TikTok. Pelo bem ou pelo mal, os senhores da Constituição estão de olho em nós.

Caiado da paz – O presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) defendeu que o STF promova “cortes na carne”, mas tratou de adotar um tom mais ameno ao se comparar a Romeu Zema (Novo-MG). “Eu governo pacificando.” O goiano adotou o estilo “sou da paz” sobre o Supremo.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos canais de comunicação do O Hoje para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.