Mentiras e traições vão reduzir o nº de candidatos a deputado
Nesta semana do cachorro doido, a mais fértil em dinheiro de toda a campanha eleitoral, está havendo traição até entre os traidores. É cobra engolindo cobra e sendo engolidas na dobra. Um dos golpes mais frequentes ocorre com enredo simples e quase sempre no mesmo método: para atrair o incauto, o presidente do partido finge obedecer a critérios como não filiar determinados pretendentes com potencial de superar os colegas em quantidades exorbitantes. Exemplo: na eleição passada, quem teve 20 mil votos é rejeitado numa nominata em que os demais planejam ter no máximo a metade disso. Só que…
Só que não contavam com a astúcia do líder partidário. Ele recebe as filiações daqueles elementos indesejados e espera na moita, não solta sequer um pio. Espera até o último minuto de tolerância da Justiça Eleitoral, extrapolando prazos, aplicando pequenos golpes, valendo-se de amizades nas repartições para subverter as leis. Só que…
Só que os candidatos lesados também são ligeiros. Uma hora os nomes são revelados e essa hora chega logo. Vêm o choro e o ranger de dentes. Brigas. Amigos de velhos carnavais rompem em definitivo até daqui a uns dias, quando reatam em novos choros e arrancar de dentes. Só que…
Só que os prejudicados caem fora. A menos que se deixe enganar em troca do vil metal, o político desiste de ser candidato e vai apoiar alguém de partido rival ao que o traiu. Por isso, o número de postulantes é um na primeira parcial e uns 30% menos quando se chega às urnas. Só que… a vaidade, na maioria das vezes, supera a humilhação. E ainda assim o coitado se lança às feras. (Especial para O HOJE)