segunda-feira, 20 de abril de 2026

Messias já está escolhido, fruto da amizade de Lula e Alcolumbre.

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 20 de abril de 2026
Messias
Foto: Daniel Estevão/AscomAGU

A Constituição Federal diz, logo em seu artigo 2º, que os três Poderes da União são “independentes [nunca foram] e harmônicos [vivem às turras] entre si”. A pressa para salvar a pele de ministros do Supremo Tribunal Federal envolvidos com os rolos do Banco Master levou ao retorno do entrelaçamento do Judiciário com o Congresso e o Palácio do Planalto. O STF pediu a ajuda de Lula para vetar o relatório da CPI do Crime Organizado, que pedia indiciamento de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

O governo se irmanou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB-AP), trocaram integrantes da comissão e os vencedores foram os investigados. Com brinde-surpresa: o advogado-geral da União, Jorge Messias, agora tem votos suficientes para entrar no STF.

Desde outubro, com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, o Supremo tem 10 integrantes, pois oposição e parte dos governistas se recusavam a endossar a umbilical ligação de Messias com o PT e sua evidente falta de saber jurídico. Por ser batista, ganhou o apoio de André Mendonça, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro por ser “terrivelmente evangélico”.

Como está em lua de mel com a direita, ao atuar no caso Master, Mendonça entrou firme na campanha de escolha de Messias, que tem a maioria dos votos da Comissão de Constituição e Justiça. Haverá mais uma sabatina de apologia.

Antes de Lula e Alcolumbre se reirmanarem, Messias contava com 28 votos no Plenário do Senado. Graças à religião, obterá 60. Ai de vós, independência e harmonia.

 

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