Na contramão dos alarmistas, China depende da soja brasileira
Em ano eleitoral, o que não faltam são especulações sobre tudo e todos, mas o setor que mais é bombardeado com notícias alarmistas é o econômico, principalmente a produção de alimentos e exportações. Nas últimas semanas, têm circulado nas redes sociais fartos vídeos que atingem o agronegócio. O mais repetido e alarmista levanta a questão da dependência do Brasil em relação à China, o maior parceiro comercial das exportações de soja e minério. Os alarmistas, com forte cunho ideológico, alertam que, “se a China deixar de comprar a soja brasileira, o País quebra”.
A coluna conversou com um dos maiores consultores do agro, Ênio Fernandes, também produtor e consultor em estratégias mercadológicas. Para Ênio, “na teoria está certo, mas tem um problema: quando se somam Brasil, Estados Unidos e Argentina, maiores produtores de soja, com 87% de toda exportação para a China, mostra que os chineses dependem muito da gente”. Os trumpistas forçam um pouco esses alarme por conta da geopolítica com a China dominando mercados antes monopólio dos EUA. “Veja bem. O Brasil sozinho não atende a China, muito menos os Estados Unidos, portanto, o país asiático vai continuar dependente de nós”, diz o consultor.
O consultor faz um alerta: “Se a gente tiver em breve alguma fonte de proteína produzida em laboratório, e que seja consumida como a natural, aí a gente pode ter problema. Entretanto, a proteína de soja é só uma e a mais barata do mundo. Nem o vegano nos atrapalha, porque para produzir comida vegana você precisa de soja ou ervilha e tudo que vem do campo”. Caso os Estados Unidos coloquem obstáculos ao Brasil na comercialização de soja para a China, o mercado interno não teria como absorver essa produção. Faltariam armazéns, preços cairiam bruscamente e milhares de produtores iriam à falência, levando junto a economia de cidades inteiras do País.
Da euforia ao silêncio
Apesar de ter sido um dos maiores entusiastas da pré-candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) a presidente, Paulinho da Força (Solidariedade) caiu em silêncio sobre o tema após o ex-governador preterir o seu partido e escolher a legenda de Gilberto Kassab.
Kramer e a…
… desinformação do cidadão-eleitor e da população de modo geral. O cientista político e consultor em estratégias eleitorais Paulo Kramer respondeu à indagação da coluna: por que o brasileiro é tão alienado politicamente? “No ‘mercado eleitoral’, a desinformação é tão abrangente que, em plena era digital, existe um grande contingente de pessoas que ignoram a eleição em 4 de outubro”, constata Kramer.
Quem escolher?
O cientista social Paulo Kramer vai além: “A maioria ainda não sabe que 2/3 do Senado Federal será renovado, ou seja, o eleitor escolherá dois candidatos a senador”. E o mais grave: tem gente que imagina ser obrigado a votar em um candidato da direita e outro da esquerda. “Comunicação não é o que eu falo, mas, sim, aquilo que o meu interlocutor entende”, alerta Kramer.
Wilder municipalista
O senador e pré-candidato a governador de Goiás, Wilder de Morais (PL), cumpre mais uma agenda de entrega de equipamentos aos prefeitos goianos. Nesta quarta-feira (1º), Wilder reuniu prefeitos e lideranças em Anápolis para entregar caminhões, pás mecânicas, tratores e implementos agrícolas. “Acredito muito na força empreendedora dos municípios onde o Brasil produz, gera empregos, renda e promove o bem estar social”, disse.
Mendanha avança
O ex-prefeito de Aparecida e pré-candidato a senador, Gustavo Mendanha (PRD), mostra que está motivado na busca da vaga de senador por Goiás. Recentemente ele conversou com o prefeito de Novo Gama, Carlinhos do Mangão (PL), sobre uma possível aliança. Mangão abriria espaço político no município para Mendanha e ele em Aparecida para a pré-candidata a deputada estadual Joscilene Mangão (Agir).
Palanque em aberto – O Grupo de Trabalho Nacional do PT não está nada satisfeito com o nome de Luis Cesar Bueno para a disputa ao Governo de Goiás e tem tratado o palanque de Lula no Estado como “indefinido”.