O Hoje, O Melhor Conteúdo Online e Impresso, Notícias, Goiânia, Goiás Brasil e do Mundo - Skip to main content

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Nada de novo no front político de Ciro Nogueira com Bolsonaro

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 11 de outubro de 2025
Ciro Nogueira
Ilustração: Takeshi Gondo

Havia uma expectativa no Centrão que a visita do senador e presidente nacional da federação União Progressista, Ciro Nogueira (PI), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta quinta-feira (9), traria novidades sobre apoio à união da direita e centro-direita. Ficou só na esperança, pelo menos foi isso que o senador deu a entender ao público externo. De acordo com Nogueira, a conversa centrou-se na formação da chapa que vai enfrentar o presidente Lula. Na percepção de Ciro, dois nomes se destacam entre os presidenciáveis: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP) e, numa segunda hipótese, Ratinho Júnior (PSD-PR).

Para observadores mais atentos, ao contrário dos que comemoram os bons índices de Lula nas pesquisas, o fator econômico é citado como entrave à manutenção desses índices. Avaliam que o risco Brasil pode explodir as contas públicas de vez e desacelerar a economia, com isso, refletir no eleitorado de baixa renda, que é basicamente sustentado pela rede de proteção social de Lula. Esse é o principal ativo do petista, mas se o Centrão conseguir aglutinar forças com Tarcísio, chega ao segundo turno no mesmo patamar de Jair Bolsonaro em 2022.

Lula venceu por pouco graças, em parte, ao ativismo do Supremo e a força da mídia tradicional. Entretanto, alguns fatores preocupam os líderes do Centrão, entre eles as ameaças de Eduardo Bolsonaro caso o bolsonarismo fique fora da chapa. Essa hipótese é concreta devido à vaga de vice ser reservada a Ciro Nogueira, afinal, ele é o arquiteto dessa montagem política. Outro ponto que o Centrão rejeita é ter um membro do clã bolsonarista na chapa, isto porque as pesquisas qualitativas apontam que sem eles a centro-direita abraçaria a chapa de oposição.

O que as pesquisas mostram

Aparentemente, o País está rachado ao meio com uma metade na esquerda e outra na direita, mas não é bem assim. Quando se avalia as pesquisas dos principais institutos, os bolsonaristas ficam com mais ou menos 20% dos eleitores. Esse número já foi bem maior, mas devido à sua prisão e restrições de contatos com o público, só os fiéis permanecem. Por sua vez, Lula e associados de esquerda também estão nos 20%. Por isso, o Centrão, com seus 20%, desequilibra a eleição para o lado que apoiar. Sobram 40%, que decidem quase na hora de depositar o voto.

“Decisão pessoal”

A coluna conversou com a deputada Bia Kicis (PL-DF) sobre a aliança de Michelle Bolsonaro em apoio a Ibaneis Rocha (MDB) para o Senado e Celina Leão (PP) governadora. “É uma decisão pessoal da Dona Michelle e que tem o aval do presidente Jair Bolsonaro. Na minha visão como presidente do PL-DF, preferiria que o partido tivesse protagonismo [candidato], mas infelizmente não é isto que acontece”, resumiu Bia.

Sinuca de bico

O empresário, ex-governador do DF e presidente do PSD regional, Paulo Octávio, foi assertivo ao dizer para o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, que tem um compromisso de apoiar o governador Ibaneis Rocha para o Senado e Celina Leão ao governo. Diante desse impasse, a filiação de José Arruda ao PSD, com vistas a disputar o GDF, bateu no teto.

André Kubitschek

O PSD de Paulo Octávio comanda três secretarias no governo de Ibaneis: a do Trabalho, Cultura e agora, a nova Secretaria da Juventude, criada sob medida para abrigar o bisneto de JK, André Kubitschek. O filho de Paulo Octávio é uma das apostas do PSD para disputar vaga de deputado federal.

Gavioli premiada

A educadora e secretária de Educação de Goiás, Fátima Gavioli, recebeu, em nome do Governo de Goiás, o prêmio Hackathon do AI & Edu Summit – MIT. A premiação ocorreu durante o evento Education Leader Series, realizado na Califórnia pelo Google. A premiação faz parte do seminário “Liderança na Era da IA”, promovido pelo Google for Education. Gavioli comemorou o resultado e destacou que “o reconhecimento é fruto de amplo investimento em tecnologia e equidade feito pelo governador Ronaldo Caiado”.

Ruim para o Brasil – O dólar subiu par R$ 5,50 após a ameaça de Trump em subir tarifas contra a China: “Muitas contramedidas estão sendo consideradas em relação à China”. A situação atual havia alterado seus planos de encontro com o presidente Xi Jinping. Notícia ruim para o Brasil.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos canais de comunicação do O Hoje para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.