Não há favoritos para presidente, senador ou governador de Goiás
Pela primeira vez desde a volta do voto direto, o jogo em Goiás está empatado. Para governador, três estão pau a pau, o governador Daniel Vilela (MDB), o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o senador Wilder Morais (PL). Toda hora sai pesquisa dando esse ou aquele na frente com x%. Tudo conversa fiada. O ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT), se herdar do presidente Lula (PT) o mesmo percentual que o ex-presidente Jair Bolsonaro tem legado a Wilder, pode dar trabalho, mas não tem sido a regra.
Em 1982, Iris Rezende (PMDB) era favorito. Ganhou. Em 1986, começou pau a pau entre Mauro Borges (PSD) e Henrique Santillo (PMDB), que no fim disparou e levou. Em 1990, Iris repetiu: líder, voltou ao cargo. Em 1994, Ronaldo Caiado esteve à frente até os 40 minutos do 2º tempo, mas foi atropelado por Lúcia Vânia e Maguito Vilela, que levou. Em 1998, o favoritaço Iris perdeu para a zebra Marconi Perillo, reeleito em 2002. Em 2006, Alcides Rodrigues (PP) passou Maguito no fim e venceu. Em 2010 e 2014, Marconi ganhou como favorito. Em 2018 e 2022, Caiado novamente liderou o tempo todo, só que venceu.
Para senador, todo mundo é norte-coreano. Gracinha Caiado (União Brasil), Zacharias Calil (MDB), Vanderlan Cardoso (PSD) e Gustavo Gayer (PL) se revezam na liderança. O PP acredita em Alexandre Baldy (PP). No momento, é impossível cravar os dois ocupantes das vagas. Para presidente da República, se não no restante do País, ao menos em Goiás Ronaldo Caiado (PSD) deve ganhar de Lula e Flávio Bolsonaro (PL). É outro cargo difícil de prever o vencedor.
(Especial para O HOJE)
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