Ninguém fala mais do trio do STF envolvido no Master. Medo de cadeia?
Dois deles, além de Moraes, estão metidos até a medula no escândalo do Banco Master
Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo estão condenados pelo Supremo Tribunal, o pai já cumprindo pena. O que fizeram? Algum rombo? Algum tombo? Nada além de desagradar. A quem? Ao ministro Alexandre de Moraes e seus colegas. Dois deles, além de Moraes, estão metidos até a medula no escândalo do Banco Master, que drenou quase R$ 60 bilhões. Mas ninguém está repetindo o que deveria ser tema de conversa dia e noite, pois não é natural que três integrantes da Suprema Corte se metam em escândalo algum, muito menos dessa magnitude. Se o noticiário os omite, significa que o crime compensa, ainda que eles não tenham cometido delito algum.
É pedagógico que os ministros estejam o tempo inteiro nas manchetes, até para os demais membros do Judiciário, das comarcas de interior aos tribunais superiores, saberem que devem ser honestos, parecer honestos e transparecer honestos. Mas ninguém toca em Alexandre de Moraes e o contrato de R$ 129 milhões da esposa, além das caronas de jatinho, o uísque milionário na Europa e o bloqueio de investigação às falcatruas do contratante. Ninguém menciona o filho de Kássio Nunes e seus negócios extraordinários. Nem se fala em Dias Toffoli e seus irmãos no rolo.
Outra autoridade que está escalando é o presidente Lula, com dois ministros na fila de pagamento de Vorcaro (Guido Mantega e Ricardo Lewandowski) e o líder no Senado, Jaques Wagner, com seu apê faltando apenas as malas com R$ 52 milhões do conterrâneo Geddel Vieira Lima. Aliás, ninguém fala nem de Toffoli, Moraes e Nunes, quanto mais de… deixa pra lá senão vai ver o sol descer quadrado. (Especial para O HOJE)