No DF, auxiliares de Ibaneis esvaziam gavetas para deixar o governo dia 28
O vai e vem nos corredores das administrações públicas nas 27 unidades da federação e no Governo Federal sinaliza que uma boa parcela dos auxiliares dos governadores e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai disputar algum cargo em seus estados. No Distrito Federal, mesmo em meio ao desgaste político devido ao escândalo do Banco Master, o projeto de desincompatibilização de auxiliares do governo Ibaneis Rocha (MDB) segue sem alteração
No próximo dia 28, muitos secretários vão deixar os cargos. Entre os mais estratégicos do governo Ibaneis e de sua vice, Celina Leão (PP), estão os secretários de Governo, José Humberto Pires de Araújo (MDB), e da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha (Republicanos). A lista é grande, mas esses dois são os mais representativos da estrutura de governança.
Gustavo Rocha tem sido lembrado pelo grupo do governador como potencial vice de Celina, embora o cenário ainda seja incerto. Pessoas próximas afirmam que, por enquanto, ele deve retornar ao seu escritório de advocacia. Já Zé Humberto, como é conhecido, mira uma vaga na Câmara Federal.
Com ampla bagagem política e conhecimento das regiões administrativas do DF, ele participa da vida pública desde a era Joaquim Roriz (1936-2018), tendo atuado como administrador e também como “tocador de obras” no governo de José Roberto Arruda. Diante dessa vacância, Celina Leão deve reconfigurar sua equipe, já que, nos próximos nove meses, o GDF estará sob sua responsabilidade.
Corrida dos partidos para formar chapas
A maioria dos partidos ainda não concluiu suas nominatas para deputados estaduais, federais e ao Senado. Um dos maiores desafios é cumprir a cota mínima de 30% das vagas destinadas às mulheres. Por conta dessa exigência, os grandes partidos optam por lançar um número menor de candidatos, raramente ultrapassando dez concorrentes. Para deputado federal, a dificuldade é ainda maior, já que é necessário atingir ao menos 40 mil votos, especialmente para partidos do chamado “grupo do meio”, que não são nem grandes nem nanicos. O prazo para formação das chapas termina em 1º de abril, ou seja, faltam 12 dias.
Reforço ao PL
Tanto Jair Bolsonaro quanto Flávio Bolsonaro deram aval à filiação de Sérgio Moro ao PL. O senador foi um dos principais entusiastas do movimento. No partido, a avaliação é de que Moro tem chances reais e pode ajudar a consolidar um projeto mais amplo: eleger três governadores no Sul, com Luciano Zucco (RS), Jorginho Mello (SC) e o próprio Moro (PR).
Adversários do PSD
O rompimento do PL com Ratinho Júnior (PSD), no Paraná, é mais um capítulo de um afastamento que já ocorreu em outros estados. Em Goiás, Wilder Morais (PL) enfrentará a base de Ronaldo Caiado (PSD). No Rio de Janeiro, o PL é o principal adversário de Eduardo Paes (PSD). Em São Paulo, Tarcísio articula a transferência de Felício Ramuth do PSD para o MDB.
Rogerim no O Hoje
O prefeito de Damolândia, conhecida como “Capital do Carro de Bois” e do doce de leite, Rogério (Rogerim) Labanca Neto (União Brasil), visitou o grupo O Hoje nesta quinta-feira (19). Ele conversou com o editor-geral, José Allaesse, e foi entrevistado no programa “Momento Político”, no canal de streaming. O resumo da entrevista será publicado na edição impressa deste sábado (21).
Diagnóstico imobiliário
Secovi e 62 Imóveis apresentaram, na quarta-feira (25), um estudo completo sobre revenda e aluguel de imóveis, que servirá de base para o mercado imobiliário em 2026. O guia mostrará a oferta e o valor do metro quadrado em 20 bairros que concentram 80% das ofertas de apartamentos, além de indicar os setores com maior e menor valorização e os mais demandados, entre outros indicadores.
“Guerra de poder” — Davi Alcolumbre (União-AP) respondeu ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que o acusou, em entrevista, de condicionar a aprovação da anistia à desistência da oposição da CPMI do INSS. “Valdemar é um mitômano”, disse Alcolumbre.