Nominatas de deputado fervem, mas planos de governo também
A briga nos bastidores é pelos candidatos a deputado, pois está no fim o prazo de filiação. Isso é problema dos partidos, sobretudo dos que têm candidatos competitivos a governador. Em Goiás, o MDB vai lançar Daniel Vilela; o PSDB, Marconi Perillo; o PL, Wilder Morais; o PT, alguém ainda não definido.
Os encarregados de construir o programa de ações de Daniel têm a tarefa de promover a continuidade altamente aprovada, mas com a marca do novo. Ex-auxiliares nos 4 governos de Marconi tentam inovar para repetir o sucesso de seus dois primeiros mandatos. Wilder aproveita o Rota 22, que está percorrendo os municípios, para ouvir as demandas e adequá-las à visão de gestor do liberal. As pautas da esquerda costumam ser as do governo Lula.
As redes sociais são implacáveis com quem não aplica o que promete na campanha, daí a importância de os compromissos serem condizentes com o orçamento, por exemplo. O Estado sobrevive com malha muito estreita de investimentos e a tendência pós-reforma tributária é piorar. Nos últimos anos, a União concentrou ainda mais despesas nas unidades federativas.
No âmbito local, há decisões a ser tomadas, sobretudo duas heranças do tempo de Marconi: a Saúde vai continuar com as Organizações Sociais? A Segurança permanece com veículos alugados e patrulhamento como sempre? Outro enigma é o que fazer com o currículo da Educação, os incentivos fiscais, o nº de comissionados no Executivo e no Legislativo, a privatização da Saneago, o destino do Detran, as formas de arrecadação, os 30 programas sociais, as parcerias com a iniciativa privada.
Portanto, não só as nominatas de deputado estão fazendo os bastidores ferverem. (Especial para O HOJE)