Coluna

Nova reforma mostra fracasso de gestão em Aparecida de Goiânia

Publicado por: Sheyla Sousa | Postado em: 16 de agosto de 2018

O prefeito de
Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (MDB), voltou a fazer mudanças no governo
alegando “maior eficiência, transparência e dinamismo” à gestão. Depois
de 20 meses, não conseguiu sair da sombra do ex-prefeito Maguito Vilela. Muito
pelo contrário. Mesmo com amplo apoio, inclusive da oposição, Mendanha não
implantou ritmo de trabalho e segue sem mostrar a que veio, apesar das
promessas de 2016, que sequer começaram a ser cumpridas. A nova reforma parece recomeço,
com previsão de “dar celeridade nos
projetos e obras que beneficiem diretamente a população” e cita até “elaboração
de projetos”. As mudanças incluem trocas simples como entre Ezízio Barbosa, que
deixou o Meio Ambiente para assumir o Trabalho, e Adriano Montovani, que fez o
caminho inverso. Nomes como Einstein Paniago (Casa Civil), Afonso Boaventura
(Governo), Jório Rios (Planejamento) e Naira Andrade (Transparência)
continuam na prefeitura, mas nas novas funções. Famoso seis por meia dúzia.

Pauta revisitada

O presidente da Fecomércio, Marcelo Baiocchi, e o diretor
regional do Sesc e Senac, Leopoldo Veiga Jardim, abordaram com o Iris Rezende a
revitalização do centro de Goiânia. Houve ainda participação de presidentes de
sindicatos. 

Setor privado

Baiocchi reforçou a importância do diálogo entre a
prefeitura e o setor empresarial. “Vamos fazer um movimento junto com os
empresários, mas precisaremos do poder público para a criação de leis que
auxiliem nesta proposta”.

Justiça deve definir
candidatos

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que
a Justiça Eleitoral precisa definir com rapidez quem serão os candidatos da
eleição. Sem citar nominalmente o ex-presidente Lula, que está preso em
Curitiba e pediu ontem registro de candidatura, Dodge disse que só devem
concorrer candidatos elegíveis. “É tarefa da Justiça Eleitoral anunciar ao
eleitor, o quanto antes e com segurança jurídica, quem são os reais
concorrentes, ou seja, os que têm capacidade eleitoral passiva e podem ser
votados”, afirmou. “A lei das inelegibilidades deve ser assegurada, para que só
os elegíveis concorram e os inelegíveis não financiem suas pretensões com
recursos públicos”, completou a goiana de Morrinhos. A procuradora-geral
sustentou também que candidatos sub judice não podem arrastar os processos com
recursos protelatórios com o objetivo de influenciar o resultado das eleições. Segundo
ela, o pleito deste ano será complexo e regulado por novas leis “que
floresceram sob influência de reclamos por integridade, igualdade e Justiça”.

CURTAS

Comando delas
Raquel Dodge destacou Rosa Weber como primeira mulher a comandar a Justiça
Eleitoral nas eleições gerais, o que considerou “marco histórico”.

Crise – O Grupo
Abril entrou ontem com pedido de recuperação judicial, quatro semanas depois de
entregar a gestão à consultoria Alvarez & Marsal.

Recuperação – A
venda de imóveis em Goiás cresceu 46% no primeiro semestre de 2018, em comparação
ao mesmo período em 2017, segundo a Ademi-GO.

Nas redes

Foram imediatos os vídeos que passassem a ser compartilhados
por apoiadores de José Eliton na internet depois do sermão de ontem do Dom
Messias dos Reis Silveira, bispo da Diocese de Uruaçu, no Santuário de Nossa
Senhora d’Abadia do Muquém.

Indireta

“Não merecem voto os candidatos despreparados, ou então que
se escondem por trás de interesses particulares. Incapazes de apresentar metas
claras de governo e políticas públicas consistentes”, disse o bispo. A relação
com Ronaldo Caiado foi automática.

Candidatos
milionários

Todos os três principais candidatos ao governo de Goiás têm
patrimônio declarado à Justiça Eleitoral acima de R$ 1 milhão. Daniel Vilela
(MDB) soma R$ 1,112 milhão, enquanto Caiado tem R$ 8,1 milhões e José Eliton,
R$ 4,878 milhões.

Aplicações?

Na comparação com o que foi declarado pelos mesmos
candidatos em 2014, Eliton tinha R$ 2,628 milhões; Daniel registrou bens que
somavam R$ 928 mil e Caiado tinha R$ 7,232 milhões.

Exploração eleitoral

Sérgio Moro mudou a data do interrogatório do ex-presidente
Lula e de outros 12 réus na ação do sítio de Atibaia. O magistrado da Lava Jato
afirmou que a alteração das audiências tem por objetivo “evitar a exploração
eleitoral dos interrogatórios”.

Às datas

As audiências estavam marcadas para datas entre 27 de agosto
e 11 de setembro. Os interrogatórios agora devem ocorrer entre 5 e 14 de
novembro. No despacho, Moro não cita o ex-presidente nominalmente, mas a
referência é clara.

 

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