OK, polarização, você venceu, o que mostra influência dos EUA
A notícia é ruim, mas não nova: a eleição se consolida entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ambos vão para o 2º turno, se houver. É isso. Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) vão cumprir o papel de oposição aos líderes nas pesquisas. E só isso. A bolha vai permanecer intacta. Em outros lugares, a economia decide os votos, aqui é a polarização. E não mais que isso. Os Estados Unidos, mais uma vez, mostram sua influência na média dos brasileiros.
Lula estava em declínio e só se reergueu depois de calçar as pantufas da humildade e visitar o presidente Donald Trump. Surgiu gravação de áudio de Flávio para Daniel Vorcaro, dono do encrencado Banco Master. Seu mundo caiu. Como conter a rachadura no dique? Foi a Washington, fez foto com Trump. Dominou as redes sociais. Falou do pedido a Trump para incluir o Comando Vermelho e o PCC na lista de terrorismo. Parou de cair nas pesquisas. Nesta quinta-feira, o presidente americano atendeu e as facções brasileiras entraram no índex. Flávio deve voltar ao empate com Lula.
A polarização é um fenômeno mundial, com maior relevância lá, você sabe onde, nos EUA, com democracia sólida ao longo dos séculos e somente duas agremiações têm chance de domínio, Republicano e Democrata. Foi no que o Brasil se tornou. Por mais que Caiado e Zema sejam mais preparados que Lula e Flávio. Por mais que Renan Santos esteja abafando com seus vídeos de propostas. Não adianta. Nem peixeira de baiano, nem atropelamento de automóver, nem bala de revorve conseguem furar a bolha. (Especial para O HOJE)