Olho vivo, Daniel: Wilder e Marconi querem Zé Mário, Calil, Baldy e Bruno
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) pode estar em baixa nesses oito anos fora do poder, mas é político 24 horas por dia. Desaprendeu um pouco, mas ainda sabe muito. O que se imaginava ser fraqueza sua, a falta de pré-candidatos a vice e ao Senado, na verdade, é estratégia. Ele conta com a insatisfação dos que ficarem fora da chapa do vice-governador Daniel Vilela (PSDB). São diversos os interessados na vice — e só há uma vaga. São vários os que desejam tentar o Senado — e só são duas cadeiras disponíveis. O desafio do governador Ronaldo Caiado (PSD), como O HOJE antecipou, é administrar as defecções.
Para vice, há Luiz do Carmo, Bruno Peixoto (PRD) e três do PSD (Adriano Rocha Lima, Gustavo Mendanha, José Mário Schreiner). Para senador, Alexandre Baldy (PP), Gracinha Caiado (União Brasil), Vanderlan Cardoso (PSD), Zacharias Calil (MDB) e o mesmo Mendanha. Portanto, vai sobrar gente. O caso mais curioso é o de Calil, que usou o olho direito para flertar com Wilder Morais (PL) e com o esquerdo piscou para Marconi. Teve um curto quando Caiado entrou no circuito: foi para o MDB. De todos eles, o único que manda no próprio partido é Bruno, os demais têm de aguardar ordens.
São quatro na chapa de senador de Daniel, podem chegar a seis, mas vão ficar dois, Gracinha e Vanderlan, o que é um erro, pois Calil tem mais voto e princípio que Vanderlan — senador graças a Baldy, agradeceu com punhaladas. Marconi e Wilder querem todos que deixarem Daniel. Seriam úteis: Baldy, Bruno, Calil e Schreiner. Porém, daí só sai BBC. (Especial para O HOJE)