Os insaciáveis
Não bastasse elevar o preço das passagens às alturas, como seus aviões — e apesar dos subsídios bilionários da União, que nunca se convertem em descontos nas tarifas —, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, que reúne as três grandes do setor, ensaia uma operação de madrugada no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para além das 23h. Jura que é só para pousos de emergência. O deputado federal Jilmar Tatto (PT) pediu audiência pública na Comissão de Viação e Transportes da Câmara, com apoio de associações de moradores da Vila Mariana e da Vila Nova Conceição, para frear o apetite contra “o direito ao descanso, à saúde e à qualidade de vida” na região. O assunto não é polêmico apenas para os paulistanos. Abre um precedente perigoso para todas as capitais.
Prepostos gravados
Não se fala em outra coisa nos corredores da bilionária Funcef, o fundo de pensão dos servidores da Caixa, após as notas da Coluna. A briga velada é entre o presidente Ricardo Pontes e o diretor de Investimentos e Participações do fundo, Joaquim Cruz, apadrinhado pelo PT. Curiosamente, dois prepostos de um deles tentaram, sem sucesso, uma aproximação com a reportagem “para saber o que está acontecendo”. Estamos de olho.
O Boliviano
Por falar na Caixa, um “consultor de comunicação” terceirizado, que tenta proteger o presidente Carlos Vieira, atrapalhou-se todo. Conhecido pelo apelido de Boliviano e por plantar fake news para ajudar clientes, sua praxe também é telefonar para presidentes de jornais na tentativa de “queimar” jornalistas que publicam algo que contrarie seus interesses. Uma pena: foi gravado no ano passado. Cuidado, Boliviano, você foi gravado.
A turma K
A Coluna deu, em primeira mão, em 2025, o caso CredCesta, Banco Master e os Kruschewsky, da Bahia. Agora, a revista Piauí, uma das mais renomadas publicações de jornalismo investigativo do País, trouxe o caso e citou Eugênio Kruschewsky, seu primo André, a sócia Ana Patrícia Dantas Leão e a advogada Lia Frank, irmã do desembargador do TJBA Roberto Frank. Nesse cesto judicial, a Polícia Federal quer saber do destino dos R$ 54 milhões repassados pelo Master ao escritório de Eugênio.
Conflitante
Ricardo Lacerda, controlador da BR Partners, está na mira da turma do mercado. Uma atuação velada sua tem causado desgaste na praça. Suas digitais foram vistas em reportagens recentes contra supostos desafetos no mercado, e isso ficou feio para ele. Lacerda, dizem entre portas, é um velho conhecido do mercado financeiro e tem fama de não se importar com conflitos de interesses — ao contrário do que anuncia.
Indecisões
Depois que o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), viajou para Orlando (EUA), a candidatura de seu indicado virou poeira. Na última pesquisa VOX Brasil, Sandro Alex anotou 5% das intenções de voto. Ratinho Junior retorna na sexta-feira para decidir se entra de cabeça na campanha ou troca o indicado. A mesma pesquisa virou alvo de ação no TRE por causa de uma pergunta que citou o ex-prefeito Rafael Greca como preferido do governador.
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