Paradoxo do agro: produzir muito, mas a cada safra mais endividado
É consenso entre os setores produtivos e a população de modo geral que o agronegócio é a principal âncora da balança comercial brasileira. Sem contar que contribui com a geração de empregos e a qualidade de vida em todas as regiões em que é forte. No entanto, a maioria da população ignora que este setor vital da economia atualmente vive um paradoxo: quanto mais produz, menor é o lucro. Esse desnível entre o custo da produção e a lucratividade tem sido o responsável pela inadimplência de centenas de produtores.
Diante desse impasse, o que mais se ouve e vê são especialistas e empresários do setor em lamento com uma pergunta comum entre todos: “Crescer está realmente gerando dinheiro para quem produz?”. Isto porque, ao aumentar a eficiência de produtividade, a consequência é a abundância de oferta, com isso, os preços despencam. A conta não fecha pois os insumos agrícolas são dolarizados e dependem de países produtores, como Ucrânia, Rússia e Irã, todos envolvidos em guerra. O resultado não poderia ser pior: juros internos altos, insumos dolarizados e preços defasados por conta do excesso de oferta. Por conta desse carrossel financeiro, a dívida dos produtores chega a R$ 180 bilhões.
A margem de lucro da soja em um passado recente girava a 40% e hoje em apenas 6%. Paralelamente, os fertilizantes e defensivos agrícolas sobem constantemente. Devido a essa distorção entre o preço alto para produzir e na hora de vender, que mal cobre os custos, especialistas e produtores avaliam se vale a pena manter a lavoura de pé. Se nada for feito pelo Congresso, governos, instituições financeiras, a conta vai cair no prato do brasileiro.
MDB mantém o “liberou geral”
Desde a eleição de 1989, quando o “Senhor Diretas”, Ulysses Guimarães (1916-1992), foi abandonado pelo MDB em sua corrida para presidente da República, que a legenda nunca mais se uniu para eleger um inquilino no Palácio do Planalto. Como tem feito em várias eleições presidenciais, liberou os diretórios estaduais para fazer alianças conforme os interesses políticos locais. O mesmo serve para apoiar qualquer pré-candidato a presidente da República. “A contribuição do MDB está no documento ‘Caminhos para o Brasil – Nosso País, Nossa Causa’, elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães”, diz à coluna o presidente da fundação, em Brasília, Tadeu Filippelli.
Livre escolha
“O nosso presidente nacional, deputado federal Baleia Rossi, recomendou que não assumíssemos posições por uma das duas”, diz Filippelli. É fato que o MDB sempre se divide entre apoiar o candidato do PT, principalmente se for Luiz Inácio Lula da Silva, ou de oposição a ele. Mas, nos Estados, as negociações de alianças ficam a critério dos diretórios.
Fona, o craque
O jornalista Paulo Fona, que por muito tempo foi o porta-voz do governo de Joaquim Roriz, está de volta. Agora como assessor de imprensa da governadora Celina Leão. Fona é um craque em lidar com a imprensa e conhece como poucos o ofício de atender bem jornalistas. Ele substitui a jornalista Claudia Marques, que deixou o cargo para cuidar de interesses particulares.
Canedo 37 anos
Senador Canedo completa 37 anos nesta segunda-feira (1º) com desfile cívico no centro da cidade. Hoje com 175 mil habitantes, o município é uma homenagem a Antônio Amaro da Silva Canedo, o primeiro senador goiano da República Velha e proprietário de terras na região.
Frentes de Lissauer
Lissauer Vieira (PL) está em duas pré-campanhas. Enquanto trabalha para voltar à Assembleia Legislativa, o ex-deputado também articula nos bastidores um retorno ao comando da Casa. Lissauer Vieira, porém, não corre sozinho. Issy Quinan (MDB) também trabalha para ocupar a presidência e tem a simpatia do governador Daniel Vilela (MDB). Já Wilde Cambão (União Brasil) conta com o apoio do prefeito Diego Sorgatto (União Brasil) e do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).
Manobra – A decisão de integrantes do PSD de lançar o presidente do partido, Gilberto Kassab, como vice na chapa de Ronaldo Caiado (PSD) na disputa ao Palácio do Planalto visa contornar a hipótese de o goiano acabar sendo vice de Romeu Zema (Novo).