Passagem de Lula em Goiás mira o agro e os conservadores
A rápida passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por municípios goianos, nesta terça-feira (2), não teve como objetivo apenas inaugurar a sede definitiva do Campus Catalão do IF Goiano ou visitar o Hospital Municipal Universitário de Rio Verde. Por trás da agenda, estava a estratégia de aproximação com um dos setores mais resistentes à reeleição do petista: o agronegócio.
Rio Verde, no Sudoeste do Estado, é um dos municípios mais bolsonaristas do País e também o principal polo da produção de grãos e da agroindústria goiana. Graças ao desenvolvimento tecnológico, a cidade figura entre as que apresentam os melhores indicadores de qualidade de vida, geração de empregos e renda.
A ida de Lula acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, simboliza a importância atribuída à visita ao Hospital Municipal Universitário, considerado uma referência em tecnologia e inovação na área da saúde. Os elogios feitos ao prefeito Wellington Carrijo (MDB), tanto pelo presidente quanto pelo ministro, tinham destinatários claros: o agronegócio e suas lideranças.
Além disso, os petistas goianos esperavam aproveitar a presença de Lula para avançar na definição do nome que disputará o Palácio das Esmeraldas em 2026. A expectativa é repetir, ou até ampliar, o desempenho eleitoral de 2022, quando Lula recebeu mais de 1,5 milhão de votos em Goiás, mesmo derrotado por Jair Bolsonaro (PL).
O problema é que a viagem terminou sem resolver a principal pendência eleitoral do PT. Uma ala da legenda apostava na aceitação do empresário rural Flávio Faedo como pré-candidato ao governo estadual. Ligado ao agronegócio e visto como um nome moderado, ele era considerado uma alternativa para ampliar o diálogo do partido com um setor historicamente resistente ao petismo.
PT e PSB querem Marconi
Enquanto isso, um grupo voltou a sonhar com uma aliança entre Marconi Perillo (PSDB) e o PT. Outra ala da esquerda defende uma composição em torno de Aava Santiago (PSB), que conta com o apoio da primeira-dama Janja e do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Marconi evita tratar publicamente do assunto, mas, em política de segundo turno, tudo é possível.
Ecad quer receber
O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), responsável pela cobrança de direitos autorais de músicas executadas em eventos públicos, cobra da Prefeitura de Bom Jesus de Goiás uma dívida judicial estimada em R$ 500 mil.
Caso o débito não seja quitado, a AgroExpo do município, marcada para ocorrer entre os dias 19 e 28 de junho, poderá ser embargada. Com a palavra, a prefeitura.
Kassab no vespeiro
Gilberto Kassab (PSD) decidiu cutucar um vespeiro. O presidente nacional do PSD afirmou que é preciso rever o modelo das emendas parlamentares.
Segundo ele, o Brasil vive uma distorção em que o presidente é eleito com um programa de governo, mas parte significativa dos recursos públicos acaba sendo direcionada pelos parlamentares para outras prioridades.
REP. neutros
Integrantes do Republicanos avaliam que a legenda foi preterida tanto por Lula quanto por Flávio Bolsonaro nas articulações políticas, o que fortalece a defesa de uma candidatura própria à Presidência da República.
Aliados de Kitão
Lucas Kitão (Mobiliza) recebeu o apoio de Carlin Café e Gustavo Cruvinel na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás.
Os ex-vereadores também irão atuar na coordenação da campanha na Região Metropolitana de Goiânia.
Joscilene 3 mil
Diferentemente do que foi publicado anteriormente, a pré-candidata a deputada estadual por Novo Gama, Joscilene Mangão (Agir), reuniu quase três mil pessoas em seu evento de lançamento político — e não apenas três pessoas, como informado por engano.
Jornada flexível – Wilder Morais (PL-GO) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO) assinaram a PEC 12/2026, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), que permite ao trabalhador optar entre o regime da CLT e um modelo flexível baseado em horas trabalhadas.