Patifaria detona prestígio de institutos de pesquisas
Os grandes institutos, que fazem levantamentos pagos por bancos e outras grandes empresas privadas, dominam a cena nacional. Parecem ter os mesmos entrevistadores nas ruas, no digital ou no telefone, tamanha é a proximidade de seus índices. O mesmo não se pode escrever sobre a patifaria das pesquisas em Goiás e Distrito Federal. Aqui, um mesmo candidato ao Senado surge em 1º em uma, em 2º noutra e em 3º na 3ª. Em Brasília, a governadora Celina Leão (PP) lidera em alguns institutos e chega a 3º em outros.
Como as bases de consulta são as mesmas e a ciência, também, só tem uma coisa que explica tamanhas diferenças: o dinheiro sujo. A podridão é terrível em todos os lugares, mas na capital da República consegue ser pior, já que os pré-candidatos ao GDF e seus apoiadores são muito ricos e/ou estão em estruturas oficiais muito pesadas financeiramente. Isso é ótimo para os inescrupulosos que montaram institutos de pesquisa e ruim para quem se orienta pelo resultado dos percentuais divulgados por esses picaretas.
É impossível que os políticos estejam usando para consumo interno os mesmos números putrefatos que publicam em portais, redes sociais, TVs e plataformas amigos. Os malandros guiam seus movimentos (se bem que os governadoriáveis em Goiás estão mais parados que a estátua do Anhanguera) por pesquisas sérias e mandam divulgar as falsificadas. O ideal é, com método, colher opiniões populares para identificar o sentimento de goianos e brasilienses, não para roubar sua confiança, mas para oferecer gestões à altura de suas necessidades e de seu merecimento. (Especial para O HOJE)