Perdeu, Gilmar!
Com um Fórum de Lisboa menor do que o pomposo evento realizado no ano passado, e em meio ao cenário delicado enfrentado pelo Judiciário, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apostou alto e acabou saindo menor.
Muitos convidados ilustres não compareceram e, como já se tornou comum, centenas de servidores federais e estaduais foram cedidos por seus respectivos governos. O já conhecido “Gilmarpalooza” chegou à edição de 2026 sob a síndrome do passeio: um evento realizado em Portugal para debater assuntos essencialmente brasileiros, algo que poderia ocorrer em qualquer universidade do País.
Para piorar, os três dias do encontro em Lisboa terminaram sob o impacto da reportagem publicada por Malu Gaspar, de O Globo, envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Segundo a publicação, a delação de Daniel Vorcaro, rejeitada pela Polícia Federal, continha um anexo citando um contrato de R$ 50 milhões firmado entre o banqueiro e a esposa do ministro.
O assunto dominou os corredores e plenários do evento. Diante de tudo isso, Gilmar Mendes perdeu a oportunidade de estabelecer um novo padrão para o encontro: que cada participante custeasse suas próprias passagens, hospedagem e alimentação, sem recorrer ao dinheiro público.
E aí, Ibama?!
O Ibama tem sido acusado de blindar o chefe de fiscalização em Brasília, Roberto Cabral, responsável por uma operação considerada abusiva por lojistas da Torre de TV.
O órgão não respondeu questionamentos sobre o destino de materiais apreendidos, como cocares indígenas, nem esclareceu se Cabral utiliza a estrutura pública para uma eventual pré-campanha eleitoral.
Filiado à Rede Sustentabilidade, Cabral foi candidato a deputado federal em 2022 e pretende disputar novamente uma vaga. Também foi o responsável pela apreensão dos pássaros pertencentes ao ex-ministro Anderson Torres. Parte das aves morreu e uma delas desapareceu.
Gênios do Brasil
Nem tudo são más notícias.
Os doutorandos do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) Leonardo Voltarelli, Antônio Catão e Melvin Poveda conquistaram o prêmio Best Student Paper da International Conference on Learning Representations.
A pesquisa premiada apresenta uma plataforma de inteligência artificial capaz de prever chuvas intensas de curto prazo por meio de imagens de satélite em escala global.
O estudo foi desenvolvido no Centro Pi do IMPA, coordenado por Paulo Orenstein.
Um up na nuclear
O presidente da Associação Brasileira de Atividades Nucleares, Celso Cunha, apresentou um estudo para modernizar o marco regulatório do setor durante reunião com representantes da Autoridade de Segurança Nuclear.
O documento aponta a necessidade de ampliar a segurança jurídica, fortalecer a previsibilidade regulatória e preparar o País para novas tecnologias nucleares, além de aprofundar a integração com organismos internacionais.
Firjan em alerta
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) demonstrou preocupação com a decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
Representando o segundo maior estado exportador do País, a entidade defende negociações firmes para proteger a indústria nacional, os investimentos e a parceria estratégica entre os dois países.
Segundo o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, a medida amplia o cenário de incerteza e imprevisibilidade para o setor produtivo.
Economia e clima
Terminou ontem, no Rio de Janeiro, o III Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza, realizado com apoio da Presidência da COP30.
Com o tema “Dos acordos globais à implementação”, o encontro reuniu representantes de governos, instituições financeiras, organizações da sociedade civil e da academia.
O principal debate girou em torno do papel do sistema financeiro internacional na construção de uma economia alinhada às metas climáticas e na aceleração dos investimentos voltados à sustentabilidade.
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