Pesquisas a varejo nem sempre acertam o resultado
A pergunta que ecoa nos grupos de WhatsApp, principalmente a turma de céticos, é sempre a mesma: “As pesquisas são confiáveis?”
A pergunta que ecoa nos grupos de WhatsApp, principalmente a turma de céticos, é sempre a mesma: “As pesquisas são confiáveis?”. A resposta exige menos torcida e mais método, coisa rara em ano eleitoral, onde todo mundo vira especialista. Aquele clichê de que pesquisa é “retrato de um momento” é fiel à realidade, só que todo retrato passa por uma lente. Como toda lente, pode distorcer a realidade, seja por viés metodológico, amostral, político-econômico ou pela crescente recusa dos entrevistados em responder.
O pesquisador Mário Filho garante que os números “não perdem validade automaticamente, desde que a amostra seja devidamente controlada e ponderada”. O risco maior, na visão dele, não está na pesquisa em si, mas no que ela deixa de captar. Parte relevante da opinião pública, em especial mulheres, segue pouco representada, a depender do formato da coleta. Presencial, telefone e internet produzem fotografias diferentes da mesma paisagem. E essa distorção é bem clara em Goiás. Enquanto a Paraná Pesquisa (GO-03096/2026) mostra Daniel Vilela (MDB) com 45,1%, folgado 22 pontos na frente do segundo colocado, Marconi Perillo (PSDB), com 23,2%, o levantamento Goiás Pesquisas (GO-03825/2026) revela outra foto. Vilela líder, com 43,9%, mas quem aparece em segundo é Wilder Morais, com 17,9%, visto por muitos como coadjuvante que, a depender da metodologia, vira um protagonista.
Daí vem o problema de tratar cada levantamento como sentença definitiva sobre a corrida. A mesma pesquisa que fotografa hoje pode mostrar outra cena na semana que vem. Quando colocadas em sequência, vira um filme, e só o filme é capaz de mostrar para onde a disputa realmente caminha, não para onde a torcida quer que ela vá.
PEC para escolhas ao STF
A 17 dias do primeiro turno, enquanto boa parte dos deputados está na rua em busca de votos, Danilo Forte (PP-CE) tenta reunir as assinaturas necessárias para oficializar uma Proposta de Emenda à Constituição que, entre outras mudanças, cria mandato para ministros do Supremo Tribunal Federal. Nesta segunda-feira (14), o texto recebeu o apoio da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, que reúne mais de 250 congressistas, número que, convenhamos, ajuda bastante quando se precisa de 171 assinaturas.
Paulo Goyaz ajudou
A proposta da PEC do deputado federal Danilo Forte para criar mandatos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) teve a colaboração do experiente advogado Paulo Goyaz, que atua nos tribunais de Brasília.
Kicis no O HOJE
Nesta quinta-feira (17), o Grupo O HOJE publica a entrevista com a deputada federal e candidata ao Senado, Bia Kicis (PL-DF). A conversa completa pode ser conferida no Canal O HOJE no YouTube e nesta sexta-feira (18) no jornal impresso de O HOJE.
Promessa de Cecílio
A promessa de Felipe Cecílio (PSDB) de retirar todos os ‘wind banners’ das ruas deixou muitos candidatos com o pé atrás, inclusive companheiros do próprio partido, que nesta quarta-feira (16) já contavam com os próprios banners espalhados por Goiânia.
Apoio discreto
O Centrão, especialista em ocupar o poder em Brasília, já começou a dar apoio a Flávio Bolsonaro (PL). Por ora, em silêncio, com os anúncios oficiais reservados para as redes sociais só após o primeiro turno. Antônio Rueda, presidente do União Brasil, deverá ser um dos primeiros de uma longa fila de deputados que só esperam a hora certa de aparecer na fotografia.
Bruno radical – O presidente da Alego, Bruno Peixoto (União Brasil), deu um duro recado aos deputados que passam até 15 dias sem ir ao trabalho, ou seja, no Legislativo estadual terá o ponto cortado.
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