Pesquisas vacilam tanto que davam em 6º o 1º de 2022

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 18 de julho de 2026 às 11:20
Pesquisas vacilam tanto que davam em 6º o 1º de 2022
Foto: Marcelo Camargo/ ABr

Como em toda época de eleição, está caindo tempestade de pesquisa. Também, como sempre, o descompasso com as urnas, tanto no Estado quanto no País, leva à desconfiança quanto aos financiadores das despesas com a colheita da opinião nas ruas. A farra chegou a tal ponto que nesta semana o Tribunal Superior Eleitoral chamou à responsabilidade os responsáveis pelos institutos. Uma boa bússola é comparar como estavam na votação geral anterior e como estão agora.

Em meados de julho de 2022, saíram os índices da Real Time Big Data para governador e senador em Goiás. Ronaldo Caiado, então governador em busca de se reeleger, estava com 38%; Gustavo Mendanha, 22%. Major Vitor Hugo, 10%. Wolmir Amado, 9%; Cíntia Dias, 1%. Menos de três meses depois, Caiado obteve 51,81%; Mendanha, 25,2%; Vitor Hugo, 14,81%; Volmir, 6,98%; Cíntia, 0,56%. Portanto, o que sai atualmente como grande notícia da política vai ser demolido pelo eleitor na hora da votação.

A maior diferença, equiparando-se os julhos de 2022 e 2026, foi para o Senado. Em 13/7/2022, Marconi Perillo tinha 28%; Delegado Waldir, 15%; João Campos e Alexandre Baldy, 10%; Zacharias Calil, 6%; Wilder Morais, 4%. Resultado oficial do TSE: Wilder, o 6º colocado na Real Big Data, foi o vencedor, Marconi ficou em 2º, Waldir em 3º, Baldy em 4º, João Campos em 5º.

Por isso, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, quer criar um selo de acurácia, ou seja, de precisão para quem acertar. Ao encontro, compareceram 16 institutos, os de sempre, inclusive o Big Data. Vai sobrar selo. (Especial para O HOJE)

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