Polarização política chega ao detergente
Não bastasse a divisão entre quem é a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do contra, representados pelo bolsonarismo e a chamada “direita produtiva”, agora o assunto é o detergente Ypê. Até o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), entrou na polêmica ao afirmar que o diretor da Avisa que suspendeu o lote de detergente Ypê foi nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Enquanto isso, o País está à beira do abismo com um governo “rico” e a maioria da população sem poder de compra e endividada, principalmente a classe média.
Diante de um quadro sem perspectivas futuras, com mais de quatro décadas com um crescimento que nunca ultrapassa 3% ao ano, não surpreende boa parte da população e, por isso, aumentam as críticas ao governo Lula. A consequência não poderia ser outra: polarização que dificulta a ascensão de uma terceira via e busca para os graves problemas que assolam o País. Soma-se a esse enrosco uma Suprema Corte que mais parece o Legislativo, sem contar que alguns de seus ministros se arvoram em senhores do Olimpo, acima do bem e do mal, principalmente o mal.
Com os poderes que sustentam a democracia em queda de braços e cada um defendendo o seu quinhão, os sinais são de um futuro incerto liderado por autocratas, corruptos e cada um por si e Deus por ninguém. Essa polêmica entre bolsonaristas e lulopetistas é um retrato da deterioração do pluralismo ideológico, onde um detergente contaminado ou não por uma bactéria substitui as discussões relevantes ao país. Esse é o resultado de décadas de políticos demais e de estadistas de menos, quase inexistentes.
“A Arte da Desconstrução Política”
O sociólogo e estrategista político Marcelo Senise é só sorrisos com o sucesso de seu livro, “A Delicada (ou não) Arte da Desconstrução Política”. A obra alcançou a 5ª posição no ranking de vendas da Amazon na disputada categoria de Política e Ciências Sociais. Senise disseca as engrenagens da reputação no cenário público. Portanto, é uma leitura obrigatória para quem deseja entender os bastidores das narrativas eleitorais no Brasil.
Celina guerreira
Depois de manter agenda com executivos da Faria Lima (leia-se bancos) na sexta-feira (8) em São Paulo, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), teve audiência com o ministro do STF, Cristiano Zanin, nesta terça-feira (12). Na pauta, o mesmo assunto que teve com banqueiros: encontrar uma solução para manter o BRB ativo e prestando serviços à população do DF.
Em modo de espera
O ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD), o ex-deputado federal Eduardo Cunha (Avante-MG) e Anthony Garotinho (REP-RJ) entraram em modo de espera sobre o futuro político dos três. O STF marcou o julgamento sobre a Lei da Ficha Limpa para 22 e 29 de maio. A tendência é que seja referendada pelos ministros, mas, em se tratando do STF, tudo pode acontecer, inclusive nada.
Ringue na Alego
Depois da briga com Amauri Ribeiro (PL), agora o entrevero do deputado Major Araújo (PL) foi com o coronel da reserva da PM de Goiás, Edson Raiado. Araújo acusou Raiado de ser “coronel do PCC” e ainda pediu autorização para circular armado na Casa. Nessa toada, a Alego pode instalar um ringue estilo UFC.
Tô nem aí
Enquanto o plenário pegava fogo, o deputado André do Premium (União Brasil), representante de Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do DF, seguia em outra sintonia. Passou a tarde desta terça (12) atolado de reuniões para acertar os últimos detalhes do aniversário de 44 anos de Santo Antônio do Descoberto, no próximo 14 de maio. Sua esposa, prefeita do município, Jéssica do Premium (União Brasil), está à frente dos festejos. Ela pontua bem como gestora pública.
Socorro a Leandro – Daniel Vilela anunciou pacote de obras em Aparecida de Goiânia para ajudar o prefeito Leandro Vilela (MDB) que, até agora, só administra folha salarial. Daniel quer mudar essa percepção da população para não perder votos aos adversários.