Político só lembra de esportes na hora de pedir voto à torcida
Por que países menores que Goiás revelam tantos craques e aqui não se produz nem o suficiente para abastecer os clubes locais?
A Copa do Mundo acabou, mas continua valendo a pergunta: por que países menores que Goiás revelam tantos craques e aqui não se produz nem o suficiente para abastecer os clubes locais? A escassez não se resume ao futebol. Quando alguém se revela craque é de teimoso, é por desempenho pessoal, é apesar da falta de políticas públicas para o esporte. O Estado e os 246 municípios têm pastas que torram dinheiro em nome de práticas esportivas, mas todos padecem de um erro: acham que o certo é bancar uniformes, troféus, shows e festas, às vezes uma esmola ali, outra acolá, porém, nada de seriedade.
Em Goiás, não há sequer espaço para a prática dos esportes. Candidatos deram os terrenos para a especulação imobiliária e as igrejas. O tenista Luís Augusto Miguel, o Guto, de Goianésia, se sobressai nos torneios mais disputados do mundo, nada a ver com a prefeitura local ou com o governo do Estado.
O abandono é tamanho que nenhum candidato apresentou qualquer proposta para a área, como aliás para nenhuma. Para o Governo de Goiás, investir em esporte é gastar ¼ de bilhão na reforma meia-boca do autódromo e outro tanto para transmitir o Goianão, que aliás tem raríssimos goianos jogando. Durante os jogos, os políticos aparecem para pedir votos e a torcida se mantém na ilusão. O próprio atual governador, Daniel Vilela (MDB), foi atleta e nada de novo trouxe para as crianças que queiram se divertir com os mais diversos tamanhos de bola, ou ginástica, ou atletismo ou qualquer outra modalidade esquecida. (Especial para O HOJE)
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.