quinta-feira, 19 de março de 2026

Políticos do DF vão ajudar pouco os de Goiás no Entorno. Solução?

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 19 de março de 2026
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Foto: Joédson Alves/ABr

Os principais pré-candidatos a governador de Goiás não têm colegas de partido disputando o mesmo cargo no Distrito Federal. O nº 15 de Daniel Vilela (MDB), o 45 de Marconi Perillo (PSDB) e o 22 de Wilder Morais (PL) estão sem correspondente no quadradinho. A única sigla que pode ter nome lá e cá é o PT, mas que nome? Ainda não decidiu cá nem lá. Isso é um problema porque as cidades goianas no Entorno do DF são conurbadas ou muito próximas do aglomerado de 3 milhões de brasilienses. A política de Goiás influencia menos os seus municípios daquela região metropolitana do que o contrário. Os meios de comunicação goianos, à exceção de alguns jornais impressos como O HOJE e pouquíssima mídia eletrônica, não têm abrangência ali.

A solução é o Sistema 5S, santinho (inclusive virtual), suor, saliva e sola de sapato. Com isso, o trio vai se alternando. Wilder não sai de lá, Daniel também não e Marconi segue as pegadas dos adversários. Os três grupos já lideraram por ali. Houve época em que Marconi vencia em todas as cidades, tanto que quase tirou a vitória de Ronaldo Caiado para senador em 2014. Atualmente, Caiado é o líder inconteste nos dois lados do mapa, com todos os prefeitos. Em 2018, Wilder perdeu a reeleição de senador, mas ganhou no Entorno, desempenho que repetiu no triunfo de 2022.

No entanto, o que transforma apoio em voto é a campanha e seus gestores em todos os partidos sabem que existem várias. É uma para cada região, com suas demandas, dores e povos. No caso do Entorno, é um público majoritariamente nordestino, evangélico, empreendedor e cansado de ouvir promessa. (Especial para O HOJE)

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