sexta-feira, 1 de maio de 2026

População ainda ignora a movimentação eleitoral

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 25 de abril de 2026
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Ilustração: Takeshi Gondo

A julgar pela reação da população, nem parece que, daqui a cinco meses e uns dias, acontece a corrida às urnas para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. O alarido que se vê é entre os pré-candidatos, a mídia especializada em política e os interessados em futuros cargos. O único evento que despertou alguma atenção foi a dança das siglas com a ‘janela’ partidária. Muitos dos deputados que vão disputar a reeleição migraram para outros partidos. No entanto, o fato que mais chama a atenção é a indiferença da população com a política e os políticos. Agem como se não fosse um ano eleitoral que tem tudo para mudar a situação do País.

No quesito pré-candidatos a governador, principalmente em Goiás, o que tem a agenda mais movimentada é o governador Daniel Vilela (MDB), que busca a reeleição. Dos dois adversários de Daniel, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) é o que mantém uma agenda política mais intensa. Seu foco é aglutinar o maior número de aliados novos e antigos que estão ‘desgarrados’ da esfera de poder. Sua comunicação política ainda está restrita a uma combinação presencial em reuniões e conversas sobre estratégias desenvolvimentistas em área como redução, infraestrutura, ambiente de negócios e inovação tecnológica.

Outro adversário de Daniel na corrida ao Palácio das Esmeraldas, o senador Wilder Morais (PL), dedica sua agenda em encontros regionais do Rota 22, promovidos pelo PL, e reuniões com lideranças. Detalhe: em quase todas as manifestações do partido, a pré-candidata a vice, Ana Paula Rezende (PL), tem sido uma surpresa para as lideranças que não a conheciam. Ana Paula mantém o discurso atualizado, mostra que conhece as demandas de cada município visitado e, por óbvio, é reconhecida como uma herdeira política do pai Iris e da mãe Íris.

Teoria da conspiração entre Zema e Gilmar
Vivemos tempos de embates entre os poderes e polarização política, por isso, o que mais tem são teorias da conspiração e teses sobre os postulantes a presidente da República. Nesta sexta-feira (24), a coluna conversou com um experiente advogado de Brasília sobre os bastidores do STF e do Congresso. A pergunta foi sobre a ‘treta’ entre o ministro Gilmar Mendes e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). “O que se houve entre políticos e advogados é que tudo não passa de uma cortina de fumaça para desviar as atenções para Zema e esvaziar o crescimento de Flávio Bolsonaro (PL).” Quadra estranha essa da vida política brasileira. Ah, o advogado pediu anonimato por motivos óbvios.

Toffoli respira
Nos últimos dias, o ministro Dias Toffoli ganhou um respiro. Com o embate entre Gilmar Mendes e Romeu Zema (Novo) dominando o noticiário, seu envolvimento com o Banco Master foi esquecido, ao menos por ora. A expectativa agora recai sobre uma possível delação de Daniel Vorcaro.

Se eu contar…
Preso preventivamente no Caso Master, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, tem dito a aliados que não ficará sozinho. Afirma ter provas que podem atingir caciques do Centrão, especialmente do PP e do União Brasil. É bom o ex-governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), aumentar o estoque do chá de camomila.

Embate na direita
Estrategistas políticos de Ronaldo Caiado (PSD) e de Romeu Zema (Novo) avaliam que o embate eleitoral no primeiro turno não será com o presidente Lula (PT), mas entre eles. Nessa equação, Flávio Bolsonaro seria o maior canibalizado em termos de votos, isto porque Caiado e Zema não têm poupado Lula e o STF, algo que Flávio não faz.

SD-PRD na chuva
A nominata de deputado federal da federação PRD-Solidariedade ficou na chuva e agora come poeira após a saída de Bruno Peixoto (União Brasil). O que era para ser uma robusta federação foi desidratada. Gabriela Rodart migrou para o Podemos e a ex-vice-prefeita de Quirinópolis, Tia Nicola, também pulou fora. Tem que benzer!

Valcenor resiste – Paulo Vitor (União Brasil) já se movimenta de olho em uma vaga no TCM-GO. Valcenor Braz, hoje com 72 anos, resiste à aposentadoria, mas terá que deixar o cargo até 2029, quando completará 75 anos. O calendário coincide com o fim do mandato do prefeito.

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