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sábado, 21 de fevereiro de 2026

População ocupada envelhece e ganha maior qualificação em Goiás

Lauro Veiga Filhopor Lauro Veiga Filho em 21 de fevereiro de 2026

A população ocupada em Goiás está mais envelhecida e apresenta maior nível de escolaridade, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde o início da série atual da pesquisa, em 2012, o crescimento do emprego no Estado foi liderado por trabalhadores com ensino médio e superior completos, além de pessoas com 40 anos ou mais, refletindo tanto mudanças demográficas quanto a elevação do grau de qualificação da mão de obra.

Entre o primeiro trimestre de 2012 e o quarto trimestre de 2025, o número de pessoas ocupadas em Goiás passou de 3,032 milhões para 3,892 milhões, um avanço de 27,7%, com a abertura de 840 mil postos de trabalho. Grande parte desse crescimento foi sustentada por trabalhadores com maior escolaridade. O contingente de ocupados com ensino médio e superior completos praticamente dobrou no período, saltando de 1,236 milhão (40,8% do total) para 2,386 milhões, passando a representar 61,62% da força de trabalho estadual. Foram cerca de 1,15 milhão de novas vagas preenchidas por profissionais com esse perfil.

Em contrapartida, houve queda significativa entre os trabalhadores com menor nível de instrução. O número de ocupados sem escolaridade ou com ensino fundamental completo ou incompleto caiu de 1,384 milhão, em 2012, para 916 mil em 2025 — redução de 33,8%, com fechamento de 468 mil postos. Já entre aqueles com ensino médio incompleto, o total de ocupados cresceu 21%, passando de 243 mil para 294 mil. Entre os que possuem ensino superior incompleto, o avanço foi ainda maior, de 64,3%, com aumento de 168 mil para 276 mil trabalhadores.

A faixa etária que mais contribuiu para o crescimento do emprego foi a de 40 a 60 anos ou mais. Em 2012, esse grupo representava 38,29% dos ocupados; em 2025, passou a responder por 47,08% do total. Em números absolutos, o contingente subiu de 1,161 milhão para 1,823 milhão de pessoas, um crescimento de 57%, equivalente a 662 mil novas ocupações — o que corresponde a quase 79% de toda a expansão do emprego no período.

No curto prazo, entre o terceiro e o quarto trimestre de 2025, o total de ocupados praticamente se manteve estável, em 3,872 milhões de pessoas, ligeira queda de 0,5% em relação ao recorde registrado no segundo trimestre do ano. Houve redução de 0,8% no número de trabalhadores com carteira assinada ou com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), passando de 2,407 milhões para 2,389 milhões. Já a informalidade cresceu cerca de 1%, atingindo 1,358 milhão de trabalhadores.

O desemprego apresentou queda de 12,7% no mesmo período, passando de 181 mil para 158 mil pessoas. A taxa de desocupação ficou em 3,9% no quarto trimestre de 2025, uma das menores da série histórica iniciada em 2012 e próxima ao patamar registrado no quarto trimestre de 2013. Na média anual, o desemprego foi de 4,6%, o menor índice da série.

Os rendimentos também alcançaram níveis recordes. O rendimento real médio dos trabalhadores goianos foi de R$ 3.674 no último trimestre de 2025, enquanto a massa de rendimentos chegou a R$ 14,162 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve alta de 5,9% no rendimento médio e de 7,7% na massa salarial. Na média anual, o rendimento subiu 9%, passando de R$ 3.327 para R$ 3.628, superando a média nacional, embora ainda abaixo da média registrada na região Centro-Oeste.

O cenário consolidado pela PNADC indica que o mercado de trabalho goiano não apenas cresceu ao longo da última década, mas também se transformou, com trabalhadores mais experientes e mais qualificados ocupando parcela cada vez maior das vagas disponíveis.

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