Coluna

Por candidatura, Caiado considera reaproximação com Vilmar

Publicado por: Sheyla Sousa | Postado em: 06 de março de 2018

Ao apontar suposto “esgotamento” da base aliada ao
governador Marconi Perillo (PSDB) e considerar a possibilidade de que partidos do
grupo caminhem com a oposição em outubro, Ronaldo Caiado (DEM) aventa até uma
reaproximação com o ex-deputado federal Vilmar Rocha (PSD). Os dois foram
desafetos por anos e os conflitos só foram arrefecidos quando Vilmar deixou o
DEM para fundar o PSD em Goiás; a mudança aumentou a distância física entre os
dois. “Eu não tenho absolutamente nada contra o Vilmar e já o procurei para nos
encontrarmos e debatermos o processo deste ano”, diz. “Existem discórdias do
pondo de vista de posições políticas, mas não tem nada que atinja ou que possa
transformar isso em uma impossibilidade de conversa”, garante o pré-candidato.
Vilmar quer ser candidato ao Senado, apesar do pouco espaço na base. A agenda
com Caiado ainda não foi marcada. A questão é que a base do PSD é manifesta
apoio a José Eliton e parte dela insiste para que o deputado federal Heuler
Cruvinel seja o candidato a vice.

Fora dessa!

O presidente da OAB-GO, Lúcio Flávio Paiva, fez questão de
soltar nota ontem para negar possível indicação de candidato da instituição a
deputado estadual ou federal. A possibilidade foi considerada por Caiado,
depois de reunião com Lúcio.

Apartidária

“Equivoca-se quem pensa que atual gestão da OAB-GO será
utilizada como instrumento desta ou daquela corrente política. A ideologia da Ordem
é e sempre será a Constituição”, diz na nota.

Apenas especulação

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), negou as
informações divulgadas no fim de semana de que ele poderia retornar ao MDB para
selar aliança do partido do presidente Michel Temer com o PSDB. O retorno seria
para que o anapolino passasse a ocupar a candidatura a vice-presidente na chapa
encabeçada por Geraldo Alckimin, no que seria uma ampla formação com partidos
de centro, que formam a atual base do governo em Brasília. Meirelles confirmou
que irá se posicionar sobre mudança de partido e disputa eleitoral em abril,
quando finda o prazo da janela partidária. “Vou definir sobre as candidaturas
nos próximos 30 dias. Em um mês, eu anuncio essa decisão e apresento meus
projetos. Depende de uma série de avaliações que estou fazendo, incluindo sobre
eleitorado”, declarou. “A eleição deste ano definirá quais os caminhos o Brasil
irá tomar a partir do próximo ano”, afirmou o ministro durante agenda ontem em
Natal (RN), onde manteve discurso focado na economia. Na palestra, defendeu o processo
de recuperação.

Transparência – A
Assembleia Legislativa analisa projeto que garante a transparência nos leitos
de UTI do Estado. Texto de Francisco Junior (PSD).

Pesquisa – Pesquisas
do Secovi e da ADU mostram que o número de lotes disponíveis para habitação é
insuficiente para a população de Goiânia nos próximos cinco anos.

Meta – Com o crescimento
atual, a capital precisa acomodar 83 mil novos domicílios até o ano de 2022,
mas só tem 52 mil lotes.

 

Janela aberta

Começa hoje e vai até o dia 6 de abril a janela partidária,
em que deputados estaduais e federais podem mudar de partido, dentro do prazo
para disputar a eleição e sem o risco de perder o mandato por infidelidade.

Depoimentos restritos

A terceira fase da Operação Carne Fraca, deflagrada ontem,
tem 27 mandados de condução coercitiva. Mas as conduções coercitivas foram
suspensas, em dezembro, pelo ministro Gilmar Mendes.

Liberdade

Gilmar determinou que quem descumprisse a decisão, inclusive
PF e MPF, poderia ser responsabilizado nas esferas disciplinar, civil e penal,
e que as provas obtidas poderiam ser consideradas ilícitas.

Prejuízo

As últimas grandes operações da PF: Integração, em Curitiba;
Jabuti, no Rio; Cartão Vermelho, na Bahia; e Descarte, em São Paulo — não puderam
contar com mandados de condução coercitiva.

Demanda atendida

O vice-governador José Eliton (PSDB) recebeu ontem comitiva
de vereadores, comandada por Jorge Kajuru (PRP), para tratar sobre a criação do
Hospital do Diabético em Goiânia.

Uso político

Os tucanos usaram a presença de um dos maiores adversários
políticos do governo para capitalizar. Dizem que Marconi estendeu a mão a
Kajuru, depois que Iris Rezende teria rejeitado o projeto do vereador. 

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