Por não ter amigos com mandato, resta a Caiado a vitória de Flávio
Como sua família está na política há 200 anos, Ronaldo Caiado (PSD) sempre soube que os amigos conquistados no poder são amigos do poder, não seus. Por isso, nenhum ex-auxiliar está com mandato estadual ou federal. Fez o sucessor, Daniel Vilela (MDB), mas não é gente sua. Trata-se de um sujeito que conheceu ao ser xingado por ele na campanha de 2018. Com ampla expertise no Legislativo e no Executivo, não pode ficar de pijama em casa olhando a mulher, Gracinha (União Brasil), brilhar na Tribuna do Senado. Portanto, o jeito é Flávio Bolsonaro (PL) ganhar para presidente e ele ser ministro.
Pelo estilo, caminha para Daniel tirar qualquer influência de Caiado na próxima equipe. Para a atual, em que era vice, trocou metade; para a próxima, como titular, é provável que fiquem apenas bagrinhos do caiadismo. Para que o jeito Caiado de governar continuasse, teria sido providencial deixar fiéis uns 20 deputados estaduais e uns 10 federais, além de duas dúzias no 1º escalão do governo. Não os há. Ninguém. Nenhum parlamentar acha que deve o mandato a Caiado. Em 2022 e 2026, os poucos auxiliares que se arriscaram perderam: Fátima Gavioli (Educação), Rodney Miranda (Segurança), Pábio Mossoró (Entorno), Denes Pereira (Iquego), Gustavo Mendanha (CelgPar), Lívio Luciano (chefe de Gabinete), Carlão da Fox (Ceasa) e Adib Elias (Infraestrutura). Tiveram excelente atuação no governo e não a repetiram nas urnas.
Vai lhe fazer falta uma bancada quando a turma do novo governo se esquecer de quem teve de fazer imenso sucesso para colocá-la nos cargos. Só restará Gracinha no Senado.
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